A História dos Vídeo Games

A História dos Vídeo Games #20: 3DO, o primeiro vídeo game 32 bits da história

Desde o surgimento da indústria dos vídeo games o que se viu foi a adaptação de empresas, ou de setores específicos delas, para conquistar e... (por Sérgio Oliveira em 26/02/2011, via Nintendo Blast)

Desde o surgimento da indústria dos vídeo games o que se viu foi a adaptação de empresas, ou de setores específicos delas, para conquistar e abocanhar uma fatia do mercado emergente dos jogos eletrônicos. Porém, no início dos anos 1990, a indústria e os consumidores viram o surgimento de uma empresa cujo objetivo único e exclusivo era atender a esse mercado.
3DO-logo-CD9C4B8658-seeklogo.comA 3DO Company surgiu em 1991 na Califórnia como uma sociedade entre 7 empresas diferentes – entre elas Electronic Arts e Atari Games – e foi responsável pelo desenvolvimento das especificações do primeiro vídeo game 32 bits da história: o 3DO Interactive Multiplayer. Sim, a 3DO Company criou as especificações do 3DO e não o console em si. A ideia da 3DO Company era lucrar com o licenciamento dessas especificações e com o pagamento de royalties das empresas que tivessem interesse em produzir o 3DO e as third-parties que desejassem desenvolver para o console.

Fazendo uma breve analogia, podemos comparar o modelo de negócios da empresa aos saudosos videocassetes, cuja tecnologia foi concebida pela JVC. A partir de então, toda e qualquer empresa que fabricasse um videocassete teria que pagar um pequeno royalty para a JVC.

O modelo de negócios da 3DO Company era bastante ousado para a época – principalmente para uma empresa recém criada – e seu console era mais ainda (ou pelo menos tinha a intenção). Batizado de “console da próxima geração baseado em mídia digital”, o 3DO pretendia conquistar os consumidores que gostariam de ter em casa não só um vídeo game, mas um sistema audiovisual de altíssima qualidade. As coisas, no entanto, não saíram tão bem quanto se previa.

“O pior lançamento de 1993”


3DO Console - Nintendo BlastA ousadia do modelo de negócios da 3DO Company também se refletia nos contratos de licenciamento para as third-parties. Para incentivar a vinda dessas empresas para a plataforma, o royalty cobrado eram míseros US$3 por jogo vendido – valor muitíssimo inferior aos cobrados pela Nintendo e pela Sega à época (que poderiam chegar a até US$20). Para fabricantes e desenvolvedores, esse já era um ótimo motivo para concentrar esforços no 3DO.

Para os consumidores, montou-se um verdadeiro circo de divulgação. Por coincidência, à época do lançamento do console as comunicações experimentavam o que se chamou de “onda multimídia”, na qual os computadores apresentavam suas primeiras capacidades multimídia. Além das tradicionais revistas e anúncios televisivos, CDs foram preparados e distribuídos nas principais lojas especializadas. Pronto, isso foi suficiente para animar os consumidores que agora esperavam ansiosamente o lançamento do console.

Com tudo pronto, a 3DO Company e a Panasonic – empresa responsável por manufaturar o primeiro modelo do console – esperavam uma avalanche de consumidores no dia do lançamento: 4 de outubro de 1993. Chegado o grande dia, apesar da grande quantidade de consumidores que apareceram e o relativo sucesso de vendas do console na primeira semana, houve uma grande rejeição quando se olhava e pensava duas vezes sobre o custo do console: US$699! A justificativa de um preço tão elevado era o discurso sobre a quê o console veio: “ser um sistema audiovisual de altíssima qualidade”. Por um motivo tão nobre como esse não haveria necessidade de reajuste nos preços.

3DO FZ-10 - Nintendo BlastTal “arrogância” era justificável na época – afinal de contas o 3DO era o único console 32 bits existente, sendo seus principais concorrentes o Mega Drive e o Super Nintendo, ambos 16 bits. Contudo, por mais que a empresa tentasse justificar tal valor, a desculpa simplesmente não colava. Nunca colou.

O resultado disso tudo: não só os consumidores se espantaram com o valor do console, mas também as produtoras que acabaram se afastando da iniciativa. Nem a política de licenciamento extremamente atraente para as produtoras conseguiram fazer a pipa levantar voo – a diversidade de jogos foi lá para baixo e a expectativa dos consumidores caiu a um patamar próximo de zero.

Esse emaranhado de decisões tecnicamente perfeitas, mas que na prática se revelaram grandes erros, fez com que a “Electronic Gaming Monthly’s Buyer’s Guide” de 1994 declarasse o lançamento do 3DO como o “pior lançamento de 1993”.

Potencial desperdiçado


Com tudo o que foi dito, engana-se quem estiver pensando que o 3DO foi apenas uma jogada da 3DO Company para ganhar dinheiro fácil. Tá, pode até ter sido, mas o console era realmente bom e tinha especificações bem avançadas para a época. Além de sua arquitetura 32 bits, o 3DO apresentava dois coprocessadores de vídeo, um processador de sinal digital de 16 bits – responsável por processar os sinais de áudio e vídeo – e um coprocessador matemático. Além disso, ele ainda tinha 2MB de memória RAM e driver de CD que rodava a 2X (sim, isso era incrível para a época) que permitia rodar não só CDs de jogos, mas também Photo CDs e VCDs – esqueça seu videocassete.

Além das especificações monstruosas para a época, pelas definições estabelecidas pela 3DO Company o console não tinha trava de região. Sendo assim, um jogo desenvolvido no Japão ou na Europa poderia ser rodado normalmente em um console americano – sem dor de cabeça. Percebam que foi feito de tudo para que o console fosse realmente popular e alcançasse todos os públicos.

Contudo, de que adianta tanta pompa, tanto hardware disponível, se você não tem os jogos? A pouca diversidade na biblioteca de jogos do 3DO fez com que a maioria dos bons jogos dele fossem ports dos arcades ou dos PCs. Ao passo que Alone in the Dark, Myst e Star Control II foram os três principais ports que fizeram sucesso na plataforma, Gex, The Need for Speed, Killing Time e FIFA International Soccer foram os principais lançamentos para o sistema.

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O último suspiro


Trip Hawkins - Nintendo BlastNo final das contas, as 700 produtoras que anunciaram apoio ao 3DO foram reduzidas a apenas 50 e o desespero tomou conta de Trip Hawkins – fundador e presidente da EA e mente por trás de tudo. Não vendo outra forma de desencalhar o console, ele estabeleceu uma redução no valor do aparelho em fevereiro de 1996. O anúncio, no entanto, já não surtira efeito.

O mercado estava saturado de consoles – só para constar: Sega Saturn, Nintendo 64, Neo Geo e PlayStation – todos eles mais atraentes que o 3DO em matéria de preço e jogos disponíveis. Várias outras campanhas publicitárias foram veiculadas para promover o console – sem sucesso também.

O fato é que em teoria os planos da 3DO Company eram muito bons, mas na prática não passaram de uma tentativa frustrada de ganhar dinheiro com a venda de consoles – o que ia contra a tendência estabelecida pós-crise de 1983. Se você acompanha a coluna desde o começo, sabe que a indústria quebrou em 1983 porque as empresas queriam fazer dinheiro vendendo consoles e não jogos. Logo, a ideia do 3DO era a mesma, só que com uma roupagem diferente. Uma confirmação de que esse modelo nunca daria certo novamente.

A falta de jogos, a falta de suporte das third-parties, a qualidade superior dos consoles subsequentes e a teimosia na não redução do custo do console até o último suspiro dele foram motivos suficientes para a 3DO Company decretar a descontinuação do que um dia fora o sonho de um padrão de sistema de entretenimento digital.

Panasonic M2 - Nintendo Blast
A confiança da 3DO Company era tamanha que o M2, sucessor do 3DO, estava em desenvolvimento desde 1994 em parceria com a Panasonic e Matsushita. Como seu antecessor, o M2 prometia revolucionar e entregar uma nova experiência em renderização 3D. Contudo, receosa de enfrentar o emergente PlayStation da gigante Sony, a Matsushita pulou fora do barco, deixando a Panasonic sozinha no projeto – descontinuado em 1997, logo após o cancelamento do 3DO.
Apesar da proposta de negócios teoricamente revolucionária e que favorecia mais as produtoras do que qualquer outra coisa, a 3DO Company falhou em querer dar uma nova roupagem a um modelo comprovadamente ineficiente e que causou a quebra da indústria em 1983. Nadar contra a correnteza não é e nunca foi fácil – e por correnteza leia Sony. Observando os erros dos seus adversários, a gigante de Tóquio finalmente acordara para o emergente mercado dos vídeo games e com o seu PlayStation esmagaria até o console da gigante do ouriço azul, que não andava lá muito bem das pernas. Mas esse é o assunto do nosso próximo encontro. Fique esperto, participe nos comentários e nos encontramos na próxima. Até lá!
Você tem lembranças do 3DO? Teve a oportunidade de ver um modelo dele? Como ele era e como foi sua experiência com ele? Participe nos comentários, troque ideias e nos conte o que você jogava nesse período.

Escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

Comentários

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  1. U$699! era muito caro, com esse dinheiro na época você comprava um Super Nintendo e comprava toda a loja de jogos. U$3 era bem baratinho o jogo, mais também não era barato demais não?
    O fracasso do 3DO foi o preço, se não fosse isso talvez venderia mais. Eu nunca ouvi falar no 3DO por que também eu nasci 4 anos antes do lançamento do Game Cube. Mais é uma boa materia, nunca ia saber que o 3DO era o primeiro e único console de 32 bits em 3D. Parabéns pela matéria Sérgio Oliveira.

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  2. com esse dinheiro comprava quase 3 nintendo 3ds.

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  3. se por a caso eu fosse pro futuro que é o presente de hoje.

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  4. O primeiro e pior console de 32 bits!

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  5. meu primo tinha um, nós nos divertíamos bastantes com os seus jogos com gráfico "reais" de tiro, fifa, street fighter e claro, os famosos jogos de tirar fotos de mulher que vão tirando a roupa, aaaaa, 1995, que saudade.

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  6. Super Mario Bros., vale lembrar que os U$3 eram pagos pelas produtoras à 3DO Company - não sendo esse o valor do jogo que chegava ao consumidor =)

    Alguém mais viveu essa época como o £30n4rd0? hahaha!

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  7. Opa, eu tenho o 3DO. \o/
    Na época era fantástico ver gráficos como o do Need for Speed perto dos gráficos da porcaria do Top Gear.
    Sem contar as cenas dos vídeos dos atores que mesclavam com os gráficos como Wing Commander e Quarantine, por exemplo.
    O interessante é que naquela época tb não se preocupavam com a pirataria que nem hoje.
    Qualquer cd piratinha rodava de boa nele sem mesmo um desbloqueio, rs. O mais "legal" é que contávamos com as famosas barraquinhas e seus donos da Santa Ifigênia que aceitavam até passe de ônibus (sim, isso é antigo) pra vender qualquer jogo.
    Um detalhe curioso é o encaixe no primeiro controle pra ligar o segundo controle, que, diga-se de passagem, era muito ruim.
    Joguei muito Theme Park também que na época era fantástico por possibilitar a visão de dentro de uma atração pelo visitante. Aliás, tem um bug master no jogo que te possibilita colocar todos os visitantes dentro do teatro, hahaha.
    Bons tempos viu.

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  8. Caramba, lembro dessa época! Eu era louco por qualquer nova tecnologia que aparecesse, mas quem acabou comprando esse console foi meu irmão... Era um console bonito (E caro!), poucas locadoras trabalhavam com esse sistema e teve uma hora que os jogos do gênero "video interativo" começaram cansar os gamers...
    Lembro que também me aventurei em outro elefante branco, o "Sega CD 32x!"... Um conjunto de três produtos da Sega que prometia mundos e fundos aos gamers, mas essa psiroca terminou do mesmo jeito que o 3DO ou até pior. Mas isso é assunto para uma outra ocasião, parabéns Sergio Oliveira pela execelente matéria! Vlw

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  9. Era um sistema robusto para a sua época, lembro-me bem de ter jogado Mad Dog, e Road Rash,mas os jogos que mais me impressionaram foram: Need For Speed, a vedete Gex este possuía gráficos e Audio cristalinos, Crash in burn pela velocidade e Blade Force que além de uma boa jogabilidade apresentava uma das mais belas CG´s do console. a título de curiosidade a desenvolvedora Naught Dog desenvolveu um título para o sistema: Way of the Warrior em 1995 que por sinal recebera criticas muito negativas.

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  10. Nossa, eu tinha 9 anos a primeira vez que joguei um 3DO. Meus irmãos mais velhos juntaram forças e compraram um. Me lembro de muitos jogos legais, como Gex, Street Fighter, Doom, Samurai Shodown, Road Rash,Corpse Killer, Flash Back, Lucienne's Quest aaaahhhhh... Quero meu 3DO de volta! T.T

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  11. Alguem poderia passar o link desde o primeiro post da historia dos consoles? Eu nao achei em lugar nenhum aqui no site...

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  12. Thiago, o link para as colunas é o seguinte: http://www.nintendoblast.com.br/search/label/A História dos Vídeo Games

    Bem observado, também percebi que não consta na sessão de colunas do site. Vamos providenciar o conserto imediatamente =)

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  13. Ah vlw Sérgio... Eu googleada e achei os links no resultado da pesquisa e to lendo desde o começo! Só pulei pro 3DO porque pra mim ele tinha grande valor e eu nunca entendi porque o console não emplacou! ^^

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  14. Terminei de ler tudo agora. Muito boa sua coluna Sérgio, realmente bem cult e você sabe escrever bem, de modo a prender a leitura do começo ao fim tranquilamente.

    Eu tive um 3DO e muitos jogos, mas nessa época poucas pessoas tinham ele então era difícil compartilhar experiência de jogos. Esta na minha lista de top 10 consoles.

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  15. Eu e meus irmãos compramos um logo que saiu, juntamos dinheiro vendendo um CP300 e um TK90X, na epoca já era revolução jogar R-type, Robocop, Stallone Cobra etc no TK90X, a título de curiosidade simulador de voo para CP300 era da Microsoft, rsrsr. o avião era uma sequencia de quadrados, mas já tinha vetores matematicos emulando 3d. 3DO para quem viu nascer, foi sim uma revolução. Sair daqueles jogos de sprite 1 x 8bits de cor, para 16bits de cor real e alem de tudo com som stereo e filme junto, foi maravilhoso. Way of Warrior, trilha sonora de White Zombie agora Robbie Zombie, fantástico.
    Need for Speed, até hoje o melhor engine de atmosfera que já pilotei, você tinha a sensação real de dirigir uma ferrari ou um dodge viper. Realmente bons tempos. O tempo passou mas ainda temos o 3do em casa e recentemente consegui todos os jogos e um emulador razoável para PC. Em casa agora reina o PS3, mas ainda vale a pena ver como tudo começou.

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  16. eu gostei muito de jogar o jogo da lagartixa, era bacana.

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  17. 3DO é um console muito bom. Fiquei sem palavras com Road Rash. Naquela época, só jogava SNES e Mega. Há algumas semanas, comprei um pra minha coleção e continuo achando excelente, mesmo com os PS3 e 360 da vida.

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  18. eu tive um 3do da panasonic, tinha ótimos graficos para a época,+ logo que surgiu o sega saturno e o ps1, a empresa
    parou de investir no 3do,uma pena pois a 3do explorava o máximo do console para fazer jogos com bons gráficos.

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  19. Eu gostava muito do meu 3DO foi o meu primeiro console em 1999 por 150 reais.Eu queria um N64 mais não tinha dinheiro suficiente então comprei um 3DO com 9 jogos tentei aranjar novos jogos mais não conseguir.O console vendeu 2,3 milhões

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  20. A matéria está errada... O primeiro videogame de 32 bit foi o FM Towns Marty, lançado em feveiro/1993, depois dele veio o Amiga CD32, em setembro/1993, e depois o 3DO, em outubro/1993. Ou seja, o 3DO foi o terceiro.

    Aliás, tecnicamente o primeiro deveria ser o Sega Mega Drive, de outubro/1988! Ele era 32 bit, mas os jogos rodavam no modo 16 bit da CPU 68000 por razões técnicas que não cabe comentar aqui.

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  21. Tive um e jogava fifa e road rash depois troquei em um ps1

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  22. Tive um.também meu irmão trouxe do Japão e tb um Sega Saturn. Tempo bom q saudades d passar as tardes jogando Road Rash...odiava quando o Guardinha ia atrás kkkkkk

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  23. Joguei algumas vezes na casa de um amigo que era fissurado em ter todos os videogames que lançavam. Joguei Star Wars e achei os gráficos fantásticos para época, fora ter sido o primeiro jogo em 3d que joguei.

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