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Análise: Freshly-Picked Tingle's Rosy Rupeeland (DS)

Desde sua primeira aparição em The Legend of Zelda: Majora’s Mask (N64), Tingle divide opiniões. O excêntrico homem de 35 anos e que é obc... (por Farley Santos em 11/07/2012, via Nintendo Blast)

nintendo_blast_tingle_00 Desde sua primeira aparição em The Legend of Zelda: Majora’s Mask (N64), Tingle divide opiniões. O excêntrico homem de 35 anos e que é obcecado por fadas não é muito querido, sempre figurando em altas posições nas listas de personagens bizarros. Mas nada disso impediu que ele fosse protagonista de alguns jogos, sendo o primeiro destes Freshly-Picked Tingle's Rosy Rupeeland, no qual as origens do personagem são reveladas. Desenvolvido pela Vanpool (Mario & Luigi: Superstar Saga, Dillon’s Rolling Western), o game foi lançado em setembro de 2006 no Japão e, um ano depois, na Europa. As aventuras de Tingle nunca apareceram nos EUA, provavelmente por conta do alto repúdio do público pelo personagem.

Rumo ao paraíso dos rupees

nintendo_blast_tingle_01 Tingle sempre teve uma vida monótona, passando o dia inteiro fazendo nada, sem perspectivas de melhoras. Ele já tinha 35 anos e ainda era solteiro, basicamente uma existência infeliz. Tudo muda quando um dia o homem ouve uma voz convidando-o a visitar uma fonte próxima a sua casa. Lá, ele conhece Uncle Rupee, uma criatura que se denomina mestre dos rupees. O curioso personagem fala da existência da Rupeeland, um lugar onde tudo é tranqulidade e  diversão. Para chegar a este paraíso é muito simples: basta jogar dinheiro suficiente na fonte. Ele pergunta se Tingle está interessado e, não tendo nada a perder, a oferta é aceita.  A partir daquele momento, os rupees se tornaram a fonte de vida de Tingle e, caso não tenha nenhum, ele morrerá. Sendo assim, Tingle parte em uma aventura para juntar dinheiro e alcançar a terra dos rupees.

Nesse mundo, o dinheiro é o centro de tudo, um capitalismo sem igual. A situação é tão absurda que as pessoas só conversam caso uma quantidade mínima de rupees seja oferecida. Mas isso não assusta Tingle, que passa a explorar as possibilidades para conseguir dinheiro. Nosso herói não está sozinho: o personagem conta com a ajuda da sensual Pinkle e da companhia do adorável cãozinho Barkle.

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O dinheiro faz o mundo girar

Tingle’s Rosy Rupeeland é um jogo de aventura, no qual o jogador realiza tarefas para conseguir recompensas em dinheiro. Quando não está na cidade interagindo com os moradores, Tingle pode explorar as regiões próximas a fim de encontrar tesouros e outros itens valiosos. Eventualmente, o curioso personagem acaba encontrando ruínas e outros calabouços, lugares repletos de armadilhas e puzzles, guardados por um chefe no final, numa experiência próxima a série Zelda. Estes locais exigem mais cuidado na exploração, mas têm recompensas maiores. Conforme oferece dinheiro à fonte, uma torre vai emergindo, permitindo o acesso a novas áreas.

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A principal forma de interação está na barganha. Seja para conseguir informações, comprar itens ou receber recompensas, o jogador precisa definir um valor para satisfazer o personagem. Aqui todo cuidado é pouco: oferecer pouco dinheiro por informações ou itens pode deixar os habitantes irritados, fazendo-os, às vezes, tomar seu dinheiro na força. A mesma coisa acontece ao receber recompensas, se um valor muito alto for requisitado a pessoa pode simplesmente ceder uma quantia pífia ou, até mesmo, nada.

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Se desdobrando para lucrar

Além de fazer dinheiro realizando tarefas para os moradores da cidade, Tingle pode conseguir rupees lutando contra inimigos ou cozinhando itens. A batalha é bem simplificada: basta tocar um inimigo que a luta começa, formando uma nuvem de poeira na qual os personagens se enfrentam. Só existem duas ações possíveis: incentivar Tingle tocando na nuvem com a stylus ou movê-la com o direcional a fim de envolver mais inimigos na briga. Quanto mais inimigos participam da batalha, melhores os ganhos, por mais que Tingle perca mais rupees ao enfrentar um grupo grande. É possível contratar guarda-costas que oferecem auxílio nas lutas.

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A outra maneira de conseguir dinheiro é através da criação de itens, sendo esta a maneira mais lucrativa. Em sua casa, Tingle tem um caldeirão e pode utilizá-lo para misturar os itens encontrados pela aventura. O resultado disso são objetos mais elaborados e, às vezes, até úteis, que podem ser vendidos com uma boa margem de lucro. O jogador pode arriscar cozinhar itens e torcer para que o resultado seja satisfatório ou então usar receitas conseguidas com as outras pessoas. É um sistema que é interessante num primeiro momento, que se torna rapidamente cansativo por conta da repetição.

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Uma aventura excêntrica

nintendo_blast_tingle_05 Com personagens bizarros e divertidos, situações malucas e muito carisma, Freshly-Picked Tingle's Rosy Rupeeland foi bem recebido pela crítica e pelos jogadores que tiveram a oportunidade de testá-lo, mesmo apresentando alguns problemas. No Japão, o game foi tão bem sucedido que fez com que o personagem protagonizasse mais um jogo para DS. Infelizmente, a impopularidade dele nos Estados Unidos fez com que o jogo não fosse lançado nas américas, mas é possível jogá-lo em inglês através da versão europeia. Se você gosta da série Zelda e não odeia o Tingle, não pode deixar de conferir esse game.

Prós

  • Gráficos bonitos e detalhados;
  • Personagens carismáticos e divertidos;
  • Sistema de barganha interessante.

Contras

  • Jogabilidade simples e repetitiva;
  • Música praticamente inexistente.

 

Freshly-Picked Tingle's Rosy Rupeeland – Nintendo DS – Nota Final: 7.0

Gráficos: 7,0 | Som: 6,0 | Jogabilidade: 7,0 | Diversão: 7,5

Jogabilidade:

 Revisão: Ricardo Bach


é brasiliense e gosta de explorar games indie e títulos obscuros. Fã de Yoko Shimomura, Yuzo Koshiro e Masashi Hamauzu, é apreciador de roguelikes, game music, fotografia e livros. Pode ser encontrado no seu blog pessoal e nas redes sociais por meio do nick FaruSantos.


  1. Blast from the Past? Pensei que fosse para jogos de consoles que pararam de produzir, ainda tem muito Ds Lite a venda.

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  2. Ia comentar isso agora, Alessandra. Inclusive é a orientação da própria NB a respeito.

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