Jogamos

Análise: Confira o resultado da mistureba Capcom, Sega e Namco Bandai em Project X Zone (3DS)!

Imaginem a seguinte receita: adicione personagens icônicos de variadas franquias famosas ao redor do globo em um RPG tático, junte-os com ... (por Unknown em 06/07/2013, via Nintendo Blast)

Imaginem a seguinte receita: adicione personagens icônicos de variadas franquias famosas ao redor do globo em um RPG tático, junte-os com um enredo genérico e adicione elementos de ação aos combates. É provável que achasse isso tudo estranho, se essa receita não fosse a de um jogo que vem sido aguardado com ansiedade por milhares de fãs aqui no Ocidente, Project X Zone (3DS).

Um mistério que gerou muitas especulações pelos jogadores e pela mídia, Project X Zone é o sucessor espiritual de Namco X Capcom, lançado apenas no Japão para o PS2 em 2005 e a principal preocupação dos jogadores desse lado do mundo era se apenas os japoneses iriam poder curtir o jogo. Ainda está em dúvida se essa mistureba toda dá certo? Confira logo abaixo em nosso review de Project X Zone!

Há não muito tempo atrás, uma organização secreta rouba um tesouro de família

Antes do início da história, somos apresentados a diversos prólogos, mostrando alguns dos personagens que encontraremos pelo caminho, ao mesmo tempo que nos ensina a jogar. A trama do jogo gira em torno de Mii Koryuji, descendente de uma família de monges que criou o Portalstone, – um artefato com poder desconhecido e é tratado como o tesouro secreto do clã – e Kogoro Tenzai, um preguiçoso detetive particular com habilidades ninja (ou um ninja particular, como preferirem) incumbido com a tarefa de ser o tutor de Mii.

Tudo começa com o roubo do artefato da mansão Koryuji seguido de uma tentativa de sequestro da herdeira da família, frustrada graças à força combinada dos protagonistas. Com uma relíquia a recuperar e andando por um mundo que pode teleportá-los para qualquer canto do universo a qualquer momento, a dupla segue em sua missão de recuperar a pedra, esbarrando com muitos de nossos personagens favoritos ao longo da jornada.

O nível de alegria dos otakus é maior que 9000!

Como já era de se esperar, Project X Zone segue o mesmo estilo que os famigerados animes, embora essa não seja um característica ruim. Inclusive, muitos fãs irão à loucura com a eletrizante abertura do jogo demonstrando o que os heróis do jogo fazem de melhor: seja com as mãos, espadas, magias ou armas de fogo colossais. Mas para quem estava esperando uma abertura que aproveitasse o 3D do portátil irá se decepcionar.
Em relação aos gráficos do jogo, não há o que se reclamar. O traço do jogo é muito bom, apesar de ficar claro que a parte desenhada tenha ficado em sua grande maioria com a Namco Bandai, visto que muitos de seus personagens originais - como Sanger Zonvolt, de Super Robot Wars (NDS) - não tiveram alterações perceptíveis, o que não pode ser dito personagens como Akira Yuki, da franquia Virtua Fighter, cujo traço ficou bem semelhante ao visto nos personagens da Namco.

Chega a ser covardia...

A mecânica de Project X Zone é bem simples: os estágios são divididos em capítulos, onde temos a introdução, essa recheada de diálogos entre os personagens da série (fiquem de olho nos easter eggs!) em cenários conhecidos pelos fãs, como o shopping center da pacata cidadezinha de Willamete, de Dead Rising (Wii), seguido da batalha e, ao fim do capítulo, você poderá equipar itens em suas duplas, conferir a enciclopédia de jogo e o mais importante de todos: salvar seu progresso!

A pergunta é: em quem eles estão batendo?
Não é necessário dizer que o mais importante do jogo são as batalhas, e é aqui que você deverá provar suas habilidades como comandante e também sua coordenação e timing. Assim como Fire Emblem: Awakening (3DS), suas unidades ficarão dispostas no mapa e se movimentarão de acordo com seu alcance de movimento. A principal diferença de Project X Zone em relação a outros jogos do gênero é que cada unidade no mapa é na verdade uma dupla, ou até mesmo um trio, caso tenha adicionado um personagem de suporte. Outra diferença é que a única ação que realmente encerra o seu turno é o ataque, sendo mover pelo cenário, interagir com peças do mapa e utilizar itens ou habilidades ações livres. O grande problema dessa liberdade toda é que o jogo acaba por se tornar muito fácil com a falta de limite.

Na hora de atacar pra valer, a tela muda para uma perspectiva mais aproximada, demonstrando os personagens como um jogo de luta 2D, e é nesse momento que o timing adquirido em anos de jogatina virá a calhar. Cada dupla possui uma gama de três movimentos de início (o número de ataques aumenta à medida que adquire níveis), além do ataque da unidade solo atrelada e a quaisquer equipes que possam estar no raio de um quadrado ao seu redor, o que significa que até seis personagens podem estar simultaneamente na tela (cinco atacantes e um defensor). Demora um tempo até conseguir distinguir o que está acontecendo na tela com tantas explosões e flashs ao mesmo tempo.

Faltou interatividade

O maior pecado de Project X Zone é a falta de qualquer interatividade. Nem mesmo um modo StreetPass está presente, o que diminui muito o fator replay do jogo. Dentre as possibilidades de interação multijogador que o jogo não aproveitou, posso citar a possibilidade de lutar contra outros times registrados no StreetPass, como visto no já citado FE: Awakening, ou até mesmo para recebermos novos personagens ou modos de jogo através do SpotPass.
Com uma abertura eletrizante, mesclada à salada de personagens lendários e cenários icônicos, uma história recheada de diálogos e batalhas que mistura doses de estratégia com ação desenfreada, Project X Zone peca apenas por não aproveitar todo o potencial que possui para interação entre os jogadores, mas com certeza agradará aos muitos fãs da Sega, Capcom e Namco Bandai. O que achou do jogo? Qual o easter egg mais hilário que já percebeu? Compartilhe conosco!

Prós

  • Fluído, mesmo com seis personagens executando ações na tela o jogo não apresenta lentidão;
  • Traço bem desenhado e estilo anime agrada;
  • Sistema de batalha que mescla estratégia com ação de uma maneira eficiente;
  • Presença constante de easter eggs e referências.

Contras

  • Falta de interatividade acaba com o replay do jogo;
  • Demasiadamente fácil;
  • As batalhas duram tempo demais.
Project X Zone – Nintendo 3DS – Nota Final: 8,0
Revisão: Ramon Oliveira da Silva
Capa: Diego Migueis 

Escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

Comentários

Google
Disqus
Facebook