Jogatina de FDS #59: o que estamos jogando

Confira o que a equipe do Nintendo Blast está jogando neste final de semana.

em 22/05/2026

Sem saber o que jogar no fim de semana? Então vem com a gente! Toda sexta-feira, a equipe do Nintendo Blast compartilha os games que pretende curtir, além de algumas curiosidades sobre nossos gostos gamers. Depois de uma semana corrida, nada melhor do que relaxar e aproveitar aquele título que tá na fila, não é?


Não importa a plataforma ou o gênero, a única regra aqui é se divertir! E, claro, você também pode entrar na conversa e dar seus pitacos. Afinal, jogatina boa é aquela que a gente compartilha!

Leandro Alves

Entre descobertas, criaturas curiosas e muita experimentação, Yoshi traz uma aventura diferente do habitual.

Deixando um pouco todos os outros games de lado, essa semana foi dedicada exclusivamente a Yoshi and the Mysterious Book. O game tem uma proposta bem diferente: basicamente, tudo gira em torno de descobertas feitas por experimentação. A cada criatura, novas possibilidades; a cada descoberta, a dificuldade aumenta.

Os capítulos são cheios de exploração, inclusive na vertical, e a curiosidade cresce constantemente a cada nova criatura e capítulo. Definitivamente existem muitas coisas para se fazer, e vários seres concedem ações diferentes ao Yoshi, deixando o gameplay variado o tempo todo.

Ainda assim, entendi que este é um jogo diferente e que nem todos os perfis vão se agradar dele. Só o fato de Yoshi não tomar dano nem morrer, somado às batalhas contra chefes que mais parecem pequenas disputas sem grande desafio, provavelmente deixará boa parte dos jogadores de fora.

Contudo, é um game inteligente e divertido. Talvez valha a pena dar uma chance jogando na casa de um amigo ou pegando emprestado. O ideal mesmo seria uma demo, porque é aquele tipo de experiência que funciona muito melhor quando você sente a proposta na prática. Eu gostei e entendi que o desafio aqui é outro: descobrir tudo, observar e testar.

E vocês, pretendem dar uma chance? Já estão jogando? O que estão achando?

Felipe Castello

Matando a vontade de um novo Paper Mario com Escape from Ever After.

Enquanto vivo na ilusão de que em breve teremos um novo Paper Mario anunciado para o Switch 2 (será que vem aí num suposto Direct em junho?), decidi me aventurar em Escape from Ever After, título lançado este ano que promete reviver a jogabilidade clássica da série iniciada em Paper Mario (N64) e Paper Mario: The Thousand-Year Door. Depois de algumas boas horas, posso afirmar que o jogo cumpre bem seu papel: há muitas referências estéticas a ambos os jogos e até mesmo alguns segmentos da história diretamente inspirados neles (como alguns combates sequenciais contra piratas no mesmo estilo do ringue de luta livre de Glitzville, ou um certo chefão cujo coração deve ser derrotado para interromper sua invencibilidade).

No título, acompanhamos Flynt Buckler, um aventureiro que luta incansavelmente contra o dragão fêmea Tinder em seu castelo. Um dia, porém, Flynt é surpreendido ao chegar no local e perceber que um escritório da Ever After Inc. - empresa que recruta personagens de vários livros de contos de fada para trabalhos corporativos — foi instalado por toda a fortaleza. A partir daí, a história se desenrola enquanto Flynt e outros protagonistas tentam sabotar a empresa de dentro para fora. Os personagens são carismáticos e divertidos, e os diálogos são, na maior parte, excelentes. Apesar disso, é uma pena que não haja tanta profundidade assim na história, mesmo com uma premissa bem criativa.

Já na jogabilidade, o título não decepciona: as batalhas acontecem em turnos, e os famosos Action Commands (quando precisamos pressionar certos botões para aumentar o dano dos ataques) são usados com maestria. Mesmo sendo bem semelhantes aos comandos usados em Paper Mario e em Thousand-Year Door, cada ataque é único e totalmente relacionado ao personagem que pode usá-lo. Devo finalizar a aventura nos próximos dias, mas até agora é recomendação certa para quem quer matar a saudade da franquia Paper Mario (e, de alguma forma, dos RPGs do bigodudo como um todo)!

Alecsander “Alec” Oliveira

Concluindo Twilight Princess.

Pensei que levaria mais tempo para terminar The Legend of Zelda: Twilight Princess, mas estava tão obcecado que consegui. Eu me lembrava bem do jogo até Snowpeak Ruins, porém havia esquecido da missão desnecessariamente complicada para chegar à City in the Sky. De fato, é um trajeto mais longo do que o necessário para chegar à casa dos Oocoos, evidenciando que Eiji Aonuma e sua equipe pretendiam criar uma aventura mais extensa do que o previsto, mesmo que isso implicasse alguns desvios no ritmo.

No entanto, continuo achando a reta final incrível. City in the Sky proporciona uma sensação de imensidão incrível no mundo de The Legend of Zelda, enquanto Twilight Castle possui uma atmosfera fascinante. Hyrule Castle é majestoso e imponente, não hesitando em ser amplo, como se espera de um palácio real.

Apesar de Zant ser um tanto decepcionante como vilão, atuando apenas como um fantoche sob o controle de algo maior (e apresentando uma personalidade bastante peculiar), a batalha final contra Ganondorf é impressionante. O vilão avança furioso, disposto a usar todos os recursos à sua disposição para eliminar os heróis, chegando a quase matar Midna no processo. Pode ser uma versão simples do portador da Triforce do Poder, porém ele representa a maldade absoluta em Twilight Princess.

Depois de ficar com os olhos marejados durante os créditos finais, reafirmo que The Legend of Zelda: Twilight Princess é minha obra favorita da franquia. Apresenta falhas de ritmo e uma tendência excessiva a se estender em tudo que faz, mas não consigo identificar defeitos em nenhuma outra parte da experiência. Novamente, já faz tempo que a Nintendo deveria disponibilizar esse jogo no Switch. Vamos aguardar para ver quais serão as surpresas comemorativas dos 40 anos da franquia — vai ter, né, Nintendo (leia como a conversa do Anakin com a Padmé em Ataque dos Clones aqui)?

E você, querido leitor, o que pretende jogar no FDS?
Revisão: Alessandra Ribeiro
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Leandro Alves
Leandro Alves é designer gráfico formado e especialista em Design Estratégico pela Unicarioca, além de UX Designer com formação pela ESPM e pela escola britânica Design Institute. Diretor Geral, Diretor Editorial e Diretor de Arte das revistas GameBlast e Nintendo Blast, iniciou sua paixão por videogames com The Legend of Zelda: A Link to the Past. Fã da Nintendo, mas sem esconder sua admiração pelo PlayStation, tem como séries favoritas Kingdom Hearts, Pokémon, Splatoon, The Last of Us, Uncharted e Xenoblade Chronicles. Está no Instagram e Twitter.
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