Uma divertida jornada através do tempo e do espaço
Se você cresceu nas décadas de 1990 e 2000, provavelmente se lembra da rivalidade entre Pokémon e Digimon. Por anos, os fãs de cada série reuniram argumentos para provar por que uma franquia era melhor do que a outra em vertentes como o anime, games e colecionáveis, em um dos embates mais nostálgicos (e marcantes) da cultura pop.
Embora ainda exista quem alimente esse debate até hoje, com o passar dos anos, os games da série Digimon passaram a ter uma presença considerável nas plataformas da Nintendo, enfraquecendo os argumentos de quem cresceu acostumado a ver a série da Bandai (atualmente, Bandai Namco) apenas no PlayStation. A partir de Digimon Battle Spirit para Game Boy Advance, as portas foram abertas para Agumon e companhia aparecerem nos hardwares da Big N, em uma parceria que veio a se provar bastante duradoura, com projetos recentes como Digimon Survive e Digimon World: Next Order merecendo destaque.
Justamente por isso, quando Digimon Story Time Stranger foi anunciado, muitos jogadores estranharam a ausência do título para os consoles da Nintendo. Felizmente, o mais recente Nintendo Direct: Partner Showcase trouxe a confirmação de que o elogiado RPG chegará não somente ao Switch 2, mas também ao primeiro Switch. E, com lançamento previsto para o dia 10 de julho, falta pouco para os fãs nintendistas finalmente terem uma nova digiaventura em mãos.
Assuma seu papel, digiescolhido(a)
Mas por que Time Stranger merece a atenção dos fãs? Primeiramente, temos aqui a continuação da subsérie Digimon Story, cujo último título — Cyber Sleuth Hacker’s Memory — foi lançado há quase dez anos. Reunindo inspirações de outros elogiados RPG de turnos, como Shin Megami Tensei e Persona (além de Pokémon), os jogos Digimon Story são frequentemente citados como o ápice da franquia nos videogames.
Fazendo jus aos anos de espera, Digimon Story Time Stranger traz de volta a premissa de treinar monstros e criar vínculos em cenários desafiadores. No papel de um agente da ADAMAS — organização dedicada a investigar eventos de origem desconhecida —, o jogador estabelece contato pela primeira vez com os Digimon após investigar anomalias, e progressivamente desvenda um grande conflito que pode acabar tanto com as criaturas fantásticas quanto com os humanos.
Para evitar o colapso das realidades, será necessário viajar no tempo entre dois mundos paralelos — o humano e o digital — e forjar laços com os monstrinhos para que eles se tornem cada vez mais fortes. Com mais de 450 Digimon presentes no jogo, além de avançadas opções de treinamento e personalização, o combate por turnos foi elogiado como um dos destaques do título, com potencial para agradar tanto aos veteranos da série quanto aos novatos em JRPGs (ou na franquia).
Já para os fãs de longa data, a inclusão dos 12 deuses de Olympus (Olympos XII) dá um tom épico à narrativa e traz implicações interessantes para a lore da saga Story. O único ponto de alerta, a princípio, é a ausência de multiplayer online, que não retorna das entradas anteriores, já que o foco dos desenvolvedores esteve 100% na construção da campanha.
Embora essa seja uma má notícia para quem gostava das opções PVP de Cyber Sleuth, ao menos o fator replay está garantido graças ao bom número de Digimon treináveis e opções como o Novo Jogo +, pensadas para quem gosta de jogar a campanha mais de uma vez (algo essencial para todo JRPG, na minha opinião).
Resolução de 4K no Switch 2, mas boa performance também no primeiro Switch
Desenvolvido exclusivamente para a atual geração de consoles, Digimon Story Time Stranger também eleva a apresentação da saga a níveis inéditos de qualidade, com ecossistemas variados e visuais bem mais detalhados do que antes. Nas plataformas da Nintendo, a promessa é que o espetáculo será preservado, com os jogadores podendo escolher priorizar a performance ou os gráficos no Switch 2.
Isso mesmo: Time Stranger contará com dois modos no novo hardware da Nintendo, apresentando a aventura em 4K (a 30 quadros por segundo) ou em 1080p (a 60 quadros por segundo). A versão demo, já disponível na eShop brasileira, antecipa que o Switch 2 dará conta do recado e entregará uma experiência positiva em ambas as modalidades, embora o veredito ainda esteja no ar para os cenários mais complexos do endgame.
O mesmo pode se dizer da versão de Switch, que, apesar de mais modesta em termos de especificações (a Bandai Namco está mirando 1080p no modo TV e 720p no modo portátil, ambos a 30 fps), promete entregar o RPG sem quaisquer cortes de conteúdo para quem ainda não migrou de plataforma. Um outro ponto muito positivo é que o upgrade entre as versões de Switch e Switch 2 será gratuito para todos os jogadores — ao contrário de maus exemplos recentes no mercado.
Um épico RPG que promete valer a espera
No mais, falta pouco agora para que Digimon Story Time Stranger faça sua estreia nas plataformas da Nintendo. Dada a já conhecida qualidade da aventura e os sinais animadores de que este será um bom port, as expectativas são altas para finalmente vermos e jogarmos este épico JRPG no Switch e Switch 2.
Dessa forma, independentemente se você é um veterano da saga Story ou somente alguém que deseja conhecer mais sobre Digimon, vale a pena ficar de olho neste lançamento. Afinal, ao que tudo indica, o dia 10 de julho promete valer a espera — nós nos vemos nessa digiaventura!
Digimon Story Time Stranger (Switch/Switch 2)Desenvolvedora: Bandai NamcoGênero: JRPG, Captura de monstrosLançamento: 10 de julho de 2026
Revisão: Vitor Tibério






