Top 10

Muito além de Mario + Rabbids: as melhores participações do bigodudo em crossovers

Antes de se aventurar com os coelhos malucos, Mario e sua turma invadiram outras franquias e trouxeram adições bem interessantes.




Após o lançamento de Mario + Rabbids: Kingdom Battle (Switch), a improvável e bem recebida aventura estratégica dos coelhos malucos junto à turma de Mario, nos perguntamos onde mais foi possível misturar a franquia do encanador bigodudo (ou melhor, ex-encanador) a fim de tornar a experiência do jogo mais divertida e criativa. Assim, é válido lembrar que o trabalho da Ubisoft em parceria com a Nintendo não foi o único com essa proposta na história da desenvolvedora japonesa.


O conceito de crossover, ou a “união de mundos” de franquias diferentes, é mais do que comum no mercado de videogames e esta não foi a primeira vez que vimos Mario e seus companheiros invadirem “outros castelos”. Confira abaixo nossa lista com as dez participações mais marcantes dos personagens do Reino do Cogumelo nos mais variados tipos de game. Algumas curiosas, outras um tanto quanto improváveis.

10. Fortune Street

Famosa no Japão, a marca Itadaki Street geralmente mistura universos dos games em seus jogos eletrônicos de tabuleiro similares ao Banco Imobiliário, que, desde 1990, incluem personagens de Dragon Quest e Final Fantasy.

A participação de Mario ocorreu no Nintendo Wii, que recebeu Fortune Street em 2011, o primeiro título da série a ser lançado fora do Japão, com a inclusão dos personagens e elementos da franquia junto à série Dragon Quest. No entanto, as duas marcas já tiveram seu crossover em 2007, com Itadaki Street DS, lançado para o portátil apenas em território japonês.

Jogo segue uma mecânica similar a Mario Party, mas com possibilidades de aquisição de áreas do tabuleiro

9. Excitebike: Bun Bun Mario Battle Stadium

Não são apenas empresas distintas que promovem crossovers de seus jogos. Em 1997, a Nintendo reuniu num único título duas de suas séries exclusivas: Mario e Excitebike. O resultado, Excitebike: Bun Bun Mario Battle Stadium, lançado apenas para o acessório Satellaview –– que permitia serviços on-line no SNES –– levou Mario, Luigi, Peach e vários outros para o mundo do MotoCross.

No jogo, encontramos todas as mecânicas e estilos de pistas de Excitebike, mas com os pilotos do Reino do Cogumelo, algo que rapidamente nos remete à série Mario Kart, originada em 1992. Ao todo, foram quatro versões lançadas no serviço on-line. Embora não muito conhecido, o título trouxe um elemento que anos mais tarde se tornou fundamental na série Mario Kart: o uso de motocicletas, que começou a partir de Mario Kart Wii (2007).

Altas manobras de moto muito antes dos veículos aparecerem em Mario Kart
Seria algum tipo de referência à Excitebike? Atualmente, a experiência mais próxima que temos de Excitebike: Bun Bun Mario Battle Stadium é o circuito Excitebike Arena, uma réplica em alta definição das pistas do jogo de NES, presente em Mario Kart 8 (Wii U) e Mario Kart 8: Deluxe (Switch).

8. Tetris

Em 1989, quando Tetris chegou ao Game Boy, o fenômeno dos games criado por Alexey Pajitnov alcançou novos patamares de sucesso. O título foi o primeiro a ser compatível com o famoso cabo Game Link, que permitia conectar dois aparelhos para jogatinas multiplayer. E, pasme, ao fazer isso, Mario e Luigi eram a representação dos dois jogadores dentro do game.

Muito antes de trocarmos Pokémon com o uso do acessório –– os primeiros títulos da série foram lançados em 1996 –– já era possível se divertir em partidas locais com os amigos. A versão de NES ainda trazia uma tela final de agradecimento com vários personagens, incluindo Mario, Bowser, Link, Pit, Donkey Kong e Samus.

Ao chegar ao final de Tetris no NES, a tela de agradecimento mostrava vários personagens da Nintendo
Com o passar dos anos, a união de Mario e Tetris evoluiu, e Tetris DS (2006) incorporou cenários baseados no Reino do Cogumelo e em outras franquias da Nintendo.

7. NBA Street V3

Um dos crossovers mais improváveis e que virou realidade. Lançado para diversas plataformas, foi justamente na versão de NBA Street V3 (Multi, 2005) para GC que tivemos Mario, Luigi e Peach como personagens jogáveis ao lado de grandes personalidades do basquete, como LeBron James e Shaquille O’Neal.

Luigi mostra como jogar basquete com estilo na versão de NBA Street V3 para GC
A combinação foi possível graças a um acordo entre a Nintendo e a EA Sports. Na época, vários títulos multiplataforma continham conteúdos exclusivos em diferentes consoles e a Nintendo permitia a inserção de suas propriedades intelectuais como diferencial. Fato semelhante ocorreu em SoulCalibur II (Multi, 2002), que trouxe Link como personagem jogável na versão para GC.

6. Super Smash Bros.

Responsável por reunir vários universos pertencentes à própria Nintendo, a série Smash Bros. é uma das que alcançaram maior sucesso. A vasta gama de personagens jogáveis trouxe para o ringue desde Mario e Donkey Kong até Captain Falcon, de F-Zero, e os guerreiros Marth e Ike, da série Fire Emblem.

O primeiro título, Super Smash Bros. (N64, 1999) trazia oito personagens –– Mario, Donkey Kong, Link, Samus, Yoshi, Kirby, Fox, e Pikachu –– mais quatro secretos (Luigi, Captain Falcon, Ness e Jigglypuff). A franquia só cresceu com o passar do tempo, levando o conceito de crossover a novos limites.

Super Smash Bros. é certamente uma das franquias mais bem sucedidas em adaptar crossovers de diferentes séries
Sua edição mais recente, Super Smash Bros. for Nintendo 3DS and Wii U (2014), traz incríveis 58 personagens jogáveis, sete deles via DLC (Downloadable Content), reunindo diversas séries (algumas delas de outras desenvolvedoras) ao universo Mario, como Sonic, Animal Crossing, Pokémon, Kid Icarus, Xenoblade Chronicles, Duck Hunt, Pac-Man, Mega Man e várias outras. Até mesmo Solid Snake, da série Metal Gear, deu as caras como lutador em Super Smash Bros. Brawl (Wii, 2008).

5. Minecraft: Wii U Edition

Considerada uma das séries mais populares dos últimos anos, Minecraft (PC, 2009) alterou de forma profunda a cultura dos videogames com sua jogabilidade simples e, ao mesmo tempo, totalmente criativa, cuja ideia central tinha como base a livre construção de praticamente qualquer coisa. O enorme sucesso levou a franquia a diversas plataformas e, em 2015, ela chegou na casa de Mario com Minecraft: Wii U Edition.

O curioso é que a decisão de levar o jogo ao Wii U não teve como justificativa o sucesso de Minecraft mundialmente, sobretudo nos EUA e Europa, mas a baixa popularidade do título no Japão. Em entrevistas concedidas ao Kotaku, tanto Shigeru Miyamoto quanto Shinya Takahashi, administrador geral da Nintendo EPD, concordavam com a ideia de tornar Minecraft mais conhecido no país asiático.

Levar o universo de Mario à Minecraft melhorou o que já era muito bem executado pela proposta do jogo
O pacote do jogo para Wii U trazia todo o conteúdo adicional já lançado para outros consoles, além dos pacotes de mash-up da franquia Super Mario. Lançado em forma de atualização gratuita em 2016, o pack incluía novas skins, texturas e um mundo pré-construído inspirado no Reino dos Cogumelos, além da trilha sonora original de Super Mario 64 (N64). Neste ano, Minecraft: Nintendo Switch Edition chegou à eShop com os mesmos conteúdos da versão para Wii U.

4. Mario Sports Mix

Em Mario Sports Mix (Wii, 2010), a Nintendo deixou a produção do jogo a cargo da Square Enix, que fez com que referências, elementos característicos e figuras carimbadas de Final Fantasy e Dragon Quest não ficassem de fora do game. Ao todo, eram quatro modalidades disponíveis: hóquei, basquete, dodgeball (queimada) e vôlei. Entre os personagens secretos, estavam Ninja, White Mage, Black Mage, Moogle, Cactuar e o popular Slime.

Pensa rápido, Mario! Pegar a bola ou o Slime?
Boa parte deles já havia aparecido em Mario Hoops 3-on-3 (DS, 2006), também desenvolvido em parceria entre a Square e a Nintendo SPD Group No. 4. O título de DS foi o primeiro a unir os universos de Final Fantasy e Mario com personagens jogáveis. Na época, a ideia era criar uma nova IP esportiva, mas a Square considerou que levar os personagens da Nintendo ao jogo traria melhor resultado.

3. Puzzle & Dragons: Super Mario Bros. Edition

Um RPG de estratégia com elementos de puzzle (quebra-cabeça) que choca dois universos bem distintos. A franquia Puzzle & Dragons (Multi, 2012) conquistou seu espaço nos dispositivos mobile e a Nintendo resolveu fechar uma parceria para levá-la ao 3DS.

A mecânica de jogo é semelhante aos RPGs estratégicos, com combates em turnos e a administração dos personagens entre líderes e soldados, com possibilidade de evolução e melhoria de atributos. Em 2013, o 3DS recebeu Puzzle & Dragons Z, com jogabilidade idêntica ao título original.

Um RPG de estratégia com um exército de koopa-troopas? Por que não?
Em 2015, chegou ao mercado Puzzle & Dragons: Super Mario Bros. Edition, em versão individual no Japão e como parte de um bundle com Puzzle & Dragons Z no ocidente. Ao trazer os elementos de Mario para o jogo, o carisma da série se aplicou muito bem à jogabilidade estratégica. As ondas de inimigos formadas agora por koopa-troopas e dry-bones, bem como o enredo simplificado e progressão baseada nos jogos do bigodudo, deram novo fôlego série, contribuindo positivamente para o vasto catálogo do 3DS.

2. Famicom Gran Prix: F-1 Race / Golf

Nesta posição, dois títulos obscuros do NES que incluíram Mario e Luigi muito antes da Nintendo sequer cogitá-los em jogos esportivos. O primeiro deles, Famicom Gran Prix: F-1 Race (1987), lançado exclusivamente no Japão para o Famicom Disk System, trouxe não apenas Mario na capa, mas também como personagem jogável.

Sua sequência, Famicom Grand Prix II: 3D Hot Rally (NES, 1988), também exclusiva do Japão, oferecia a possibilidade de correr com Mario e Luigi, além de ser o primeiro jogo a ilustrar o irmão de boné verde com seu visual mais alto e magro, diferenciando-se de Mario.

Apesar da jogabilidade não lembrar muito os jogos do Mario, foi neste título que Luigi apareceu pela primeira vez com visual diferente do irmão
Lançado em 1984 para NES, Golf foi o primeiro título esportivo a ter Mario como personagem principal. O bigodudo aparece apenas na versão ocidental do jogo, enquanto na versão japonesa temos o personagem Ossan como protagonista.

NES Open Torunament Golf (1991), por sua vez, além de oferecer Mario e Luigi como personagens jogáveis, também trazia referências à série, com Peach e Daisy sendo as carregadoras das bolsas de tacos, bem como aparições de Toad e Donkey Kong. Outra participação memorável de Mario foi como árbitro em Tennis (NES, 1984), portado para o Game Boy em 1989. No entanto, o bigodudo não era um personagem jogável.

Com uma Daisy bem diferente, NES Open Tournament Golf levou os personagens para as competições esportivas
Seriam estas participações os elementos que serviram de base para os conceitos de Mario Kart, Mario Tennis e Mario Golf? Quem sabe.

1. Mario e Sonic

Talvez o crossover que venha à cabeça mais facilmente hoje em dia seja a parceria entre Mario e o ouriço azul da Sega que, nos anos 1990, rivalizava com o bigodudo o papel de maior mascote dos videogames. Após uma acirrada guerra entre o SNES e o Mega Drive que chegou até a ter consequências nas gerações seguintes, os personagens, enfim, assinaram uma trégua.

O encontro de dois gigantes. Tem muita história nesse aperto de mãos
Desde 2007, com o lançamento de Mario & Sonic at the Olympic Games (Wii/DS), ambos participam de competições esportivas baseadas nas Olimpíadas e Olimpíadas de Inverno, cada título trazendo como pano de fundo as modalidades e países que sediam os jogos somada ao universo das duas franquias. O título mais recente da série foi, justamente, o mais brasileiro deles, com Mario & Sonic at the Rio 2016 Olympic Games (Wii U/3DS).

Levar as duas franquias aos jogos olímpicos rendeu experiências bem divertidas

Gostou da lista ou quer mencionar mais algum crossover da franquia Mario que não foi citado? Não deixe de comentar e compartilhar com a gente.

Revisão : João Pedro Boaventura
Renan Rossi é jornalista formado pela USC e aficionado pela história dos videogames e como cada pequeno acontecimento culminou nessa cultura incrível que vivemos hoje. Quando não escreve, viaja por Hyrule, toca umas ocarinas com a galera, procura adversários em Mario Kart, defende o Charizard nas rodas de conversa e acredita que já está na hora de Bowser, o melhor vilão de todos os tempos, ter o seu próprio jogo.

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