Top 10

Top 10: As criações mais influentes da Nintendo

em 08/12/2010

A Nintendo pode não estar sempre liderando a corrida do mercado de games, mas de uma coisa podemos ter absoluta certeza: ela é a empresa... (por Daniel Moisés em 08/12/2010, via Nintendo Blast)

top10_banner_thumb[2]_thumb[2][6]
A Nintendo pode não estar sempre liderando a corrida do mercado de games, mas de uma coisa podemos ter absoluta certeza: ela é a empresa que traz as melhores inovações, criando sempre novas e divertidas maneiras de entreter o jogador. Algumas não dão certo e desaparecem logo em seguida. Muitas outras, entretanto, dão tão certo que as empresas concorrentes rapidamente copiam a ideia, tentando se aproveitar do sucesso criado pela Nintendo. Como esta é uma situação que já aconteceu tantas vezes, listaremos nesta edição do Top 10, algumas de suas maiores criações. Os jogos, acessórios ou consoles que causaram maior impacto no mundo dos games e criaram as tendências mais importantes, dentro e fora da Nintendo.
Lembre-se que não estamos falando das melhores criações e sim das mais influentes e tenha em mente que foram consideradas apenas as de autoria da Nintendo. Também é importante esclarecer que a Nintendo pode não ter sido a pioneira nas ideias por trás de alguns dos itens abaixo, mas foi ela que, usando-a de forma criativa e inovadora, a popularizou. Por último, como nas demais edições do Top 10, este ranking é extremamente subjetivo e certamente variará muito de pessoa para pessoa, mas, mesmo assim, deixe sua opinião. Você concorda com a listagem? Trocaria algum item? Acha que faltou alguma coisa? Comente!

Então, sem mais delongas, vamos para as 10 Criações mais influentes da Nintendo!

10. Rumble Pack (Nintendo 64, 1997)RumblePak

Um acessório que, conectado à parte de trás do joystick do Nintendo 64, faz o controle vibrar em certas situações, como quando a nave do jogador é atingida em Star Fox 64, por exemplo. A principio, isso poderia parecer um acessório interessante, mas com pouca utilidade e que logo cairia no esquecimento. Quem poderia imaginar que esta “pecinha” - que deixava o controle consideravelmente mais pesado, tomava o lugar do Memory Pack (fazendo com que o jogador tivesse que ficar trocando um pelo outro, quando precisasse salvar o jogo) e gastava um par de baterias AAA - faria tanto sucesso? As vibrações do Rumble Pack possibilitaram uma nova imersão do jogador no mundo virtual, fazendo-o sentir na pele a ação que acontecia na tela. A Sony rapidamente se aproveitou do sucesso do Rumble Pack para criar o DualShock, um controle para o PlayStation que também tinha um motor para vibração. Depois disso, tornou-se praticamente obrigatória a existência de um motor deste tipo nos controles de qualquer console.

9. Controle do Nintendo 64 (1996)

n64 Na era da transição para a terceira dimensão, enquanto outras empresas, como a Sony e a Sega, optaram por continuar com o estilo de controle tradicional (com a cruz direcional e alguns botões para ação), a Nintendo sabia que os novos mundos em 3D tornariam necessário um controle diferente, que possibilitasse uma exploração mais confortável de tais mundos. Entre as principais inovações do controle do Nintendo 64, estava a inclusão do direcional analógico, que permitia aos jogadores um movimento preciso em qualquer direção nos ambientes tridimensionais. Outra importante inovação foi a inclusão de uma segunda cruz direcional (chamada de “botões C”) que geralmente era utilizada para controlar a câmera, algo que se tornou extremamente importante para explorar mundos em três dimensões. Seguindo os passos da Nintendo, as empresas concorrentes lançaram novas versões de controles para seus consoles, com características semelhantes ao do Nintendo 64. A Sega lançou o 3D Control Pad para o Saturn e a Sony lançou o Dual Analog para o PlayStation, que possuía dois direcionais analógicos: uma para movimentar o personagem e outro para a câmera.
7325 sega-saturn-control-pad-3d microsoft-xbox-360-wireless-controller

8. Metroid (NES, 1986)metroid.cover.front

A primeira missão de Samus Aran, no NES, trouxe muitas inovações ao gênero  plataforma que podem ser vistas em centenas de outros jogos, até os dias atuais. Ao invés de mundos divididos em “fases”, nas quais o personagem tinha que percorrer até o fim para passar para a próxima, em Metroid havia um único e gigantesco mundo, que deveria ser explorado aos poucos. Itens e armas encontrados no decorrer do jogo davam a Samus novas metroid_neshabilidades e permitiam acesso a lugares antes inalcançáveis. Itens opcionais, como mísseis e tanques de  energia extras, estavam espalhados e escondidos por todo o mapa, esperando como recompensa aos jogadores que explorassem cada canto do planeta Zebes. Além disso, é claro, foi também um dos primeiros jogos a ser protagonizado por uma mulher.

(para relembrar Metroid com mais detalhes, veja Blast from the Past – Metroid)

7. Super Mario Kart (Super NES, 1992)supermariokart

Super Mario Kart trouxe um significado completamente novo ao conceito de jogos  de corrida. Ao invés de oferecer simplesmente uma disputa pela maior velocidade e habilidade no volante, o jogo introduziu a obtenção de itens durante a corrida, possibilitando estratégias nunca antes vistas, como derrubar adversários com cascos de tartaruga e cascas de banana ou ultrapassá-los usando cogumelos e estrelas, o que deixava o resultado da corrida dificilmente previsível até os últimos segundos. Os diferentes cenários, personagens e modos de jogo ofereciam muita diversidade, tornando o jogo ainda mais divertido. E o melhor: tudo protagonizado pelos personagens de Mario Bros., marcando assim o início da participação do encanador e sua turma em modalidades de esporte, o que resultou em grande sucesso. Depois de Super  Mario Kart, virou tradição que os principais personagens e mascotes de séries de videogame tivessem um jogo super-mario-kart-snesde corrida – preferencialmente, de karts – seguindo fortemente os moldes do jogo criado pela Nintendo. Alguns exemplos são Diddy Kong Racing, Konami Krazy Racers e Sega All-Star Racing, mas dificilmente estes chegavam a ser tão bons quanto Mario Kart. A Nintendo lançou várias novas versões do jogo, cada vez adicionando elementos novos e sempre com resultados excelentes. Entretanto, o grande sucesso da série se deve principalmente ao fato de que a essência do que tornou Super Mario Kart tão divertido sempre está presente.
 
(para relembrar Super Mario Kart com mais detalhes, veja Blast from the Past – Super Mario Kart)
1038733-konami_krazy_racers01_super sonic_sega_allstars_racing_28

6. Wii (2006)nintendi-wii

Além de ser muito mais acessível que os demais consoles de sua geração, o Wii introduziu aos jogadores um mundo completamente novo: o controle por movimento. O sensor acoplado ao console detecta os movimentos do controle em três dimensões, permitindo que o jogador faça movimentos com as mãos ao invés de simplesmente apertar botões para executar ações, elevando a sua imersão no mundo virtual. É verdade que esta detecção de movimentos não foi tão perfeita quanto muitos esperavam e veio com suas falhas, mas não há dúvidas quanto à revolução causada pelo Wii e como este direcionou o mercado de games. A Microsoft e a Sony se viram obrigadas a seguir os passos da Nintendo com o Kinect for XBox 360 e o PlayStation Move (este segundo ainda com um controle extremamente semelhante ao do Wii), copiando até a idéia do Wii Sports de usar uma compilação de esportes como jogo demonstrativo. E, mesmo com tecnologias mais avançadas, o impacto e sucesso destes dispositivos foram incomparáveis aos do Wii.
Kinect  playstation_move21

5. Super Mario 64 (Nintendo 64, 1996)

Super_Mario_64_box_cover Se o já mencionado controle do Nintendo 64 serviu como base para como os controles deveriam ser na era dos jogos 3D, Super Mario 64, o primeiro lançamento para o console, serviu como base para jogos os em três dimensões. Dos mundos enormes e não mais lineares, mas abertos à exploração, ao conceito de cumprir missões e puzzles para juntar estrelas, são inúmeros os elementos introduzidos por Mario 64 que se tornaram essenciais para incontáveis jogos que vieram depois dele. E, sem dúvida, após tantos anos, Super Mario 64 continua sendo não só um dos melhores jogos já feitos, mas uma das melhores referências para como um bom jogo de plataforma 3D deve ser.
mario64-2pic

4. Game Boy (1989)Game Boy

A concepção do Game Boy original foi feita com algumas poucas características básicas em mente: ele deveria ser pequeno, leve, barato, durável e ter uma biblioteca de jogos bons e variados, desde seu lançamento. Com essa receita, o Game Boy conseguiu revolucionar o conceito de videogames portáteis, que até então estava limitado a jogos simples do tipo Game & Watch. Mesmo servindo de inspiração para muitos outros portáteis, poucos são os que conseguiram sequer chegar perto do sucesso do “menino” da Nintendo e esta, sempre se aprimorando, ainda permanece imbatível quando se trata de consoles portáteis.

(para mais detalhes sobre a história do Game Boy, veja Nintendo Chronicle #5)
emulador_game_gear 281469atari-lynx.system

3. Super Mario Bros. (NES, 1985)

1033208935-00 A primeira aventura de Mario com o objetivo de resgatar a princesa Peach (ou Toadstool, como era chamada na época) das garras do terrível Bowser, rei dos Koopas, foi a que praticamente definiu o conceito de “jogo de plataforma”. Diversos mundos, fases lineares cheias de obstáculos e inimigos para pular em cima, tempo limite para chegar ao fim, moedas para juntar e aumentar a pontuação, itens que dão poderes e habilidades, quantidade limitada de vidas que, quando esgotadas, causam o fim do jogo e um chefão no final que deve ser derrotado para resgatar a princesa indefesa. Elementos tão primordiais para tantos jogos hoje em dia e que tiveram origem com um encanador bigodudo saltando por mundos em 8 bits.

(para relembrar Super Mario Bros. com mais detalhes, veja Blast from the Past – Super Mario Bros.)
Super_Mario_Bros._NES_ScreenShot4

2. Pokémon Red / Green / Blue (Game Boy, 1996)nintendo-march-7

O que começou modestamente com duas versões de um mesmo jogo para Game Boy logo espalharia a febre de “capturar todos” por todo o planeta, como uma epidemia, atingindo a população de tal maneira que atualmente existem mais de 40 jogos da série (entre tradicionais e spin-offs) e o número de diferentes Pokémon, que começou em 151, já subiu para mais de 600. Uma série animada foi criada, atualmente beirando 700 episódios e com 13 longa-metragens. Além disso, deu origem à mangás, cards colecionáveis, brinquedos e até mesmo um parque de diversões de Pokémon chegou a existir no Japão. Várias outras séries foram criadas, imitando Pokémon e algumas, como Digimon, chegaram a ter um êxito considerável mas ficaram longe do sucesso da criação da Nintendo e acabaram caindo no esquecimento. O interessante é que os jogos da série tradicional de Pokémon conseguem fazer tanto sucesso, mesmo mudando pouca coisa da fórmula: sempre consistem um  um garoto ou uma garota que deve começar sua jornada escolhendo um entre pokemontrês diferentes Pokémon, percorrer terras distantes capturando e treinando os monstrinhos, usando-os para batalhar com outros treinadores, com o objetivo final de se tornar o melhor treinador Pokémon de todos… e talvez frustrar o plano de alguma organização maligna durante o processo. Quando achamos que a febre vai passar, um novo jogo é anunciado e ficamos ansiosos por começar a capturar monstrinhos mais uma vez. Certamente, será difícil vermos um fenômeno no mundo dos games que cause tanto impacto como Pokémon.

(para relembrar Pokémon Red/Blue com mais detalhes, veja Blast from the Past – Pokémon Red e Blue)
pokemon1

1. Nintendo Entertainment System (1983)nes

O NES, lançado no Japão em 1983 com o nome Famicom, foi o console que fez o mundo voltar os olhos novamente para a indústria de videogames em uma época em que esta estava passando por uma crise e que, com a falência de muitas empresas do ramo, corria perigo de se extinguir. O NES não só ajudou a ressuscitar a indústria de games como também definiu novos padrões para consoles que o seguiriam, desde design dos jogos até o estilo dos controles. Outra grande novidade que a Nintendo  introduziu com o NES foi o 6a00d83452033569e200e553f20bbe8834-800widesenvolvimento de jogos por third-parties, ou seja, outras empresas que não a Nintendo tinham permissão de desenvolver jogos para o console (diferente do que acontecia no Atari, por exemplo, no qual todos os jogos deveriam ser produzidos e distribuídos pela própria Atari), o que resultou em uma biblioteca vasta de jogos variados e de excelente qualidade. É impossível imaginar o que seria da indústria de videogames nos dias de hoje se não fosse pelo saudoso “Nintendinho” e, por isso, ele merece o 1º lugar na lista de criações mais influentes da Nintendo.

(para mais detalhes sobre a história do Famicom / NES, veja Nintendo Chronicle #3 e Nintendo Chronicle #4)

Escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.
Este texto não representa a opinião do Nintendo Blast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.