Pokémon Blast

Pokémon: The Origin - O episódio especial que conquistou os fãs

Se você é fã de longa data dos monstrinhos de bolso, o anúncio de um especial como Pokémon: The Origin (no ocidente, Pokémon Origins) com... (por Unknown em 07/10/2013, via Nintendo Blast)

Se você é fã de longa data dos monstrinhos de bolso, o anúncio de um especial como Pokémon: The Origin (no ocidente, Pokémon Origins) com certeza lhe deixou contando os dias que faltavam para a transmissão do mesmo. No entanto, como nada é perfeito, a animação deixou a desejar em um quesito de extrema importância: duração. Sim, quatro partes, que somadas formam 1h30 de exibição, não foram suficientes para fornecer à história um ritmo adequado, ou aquele que os fãs gostariam que ela tivesse, já que o especial mostra o início, meio e fim das aventuras de Red por Kanto.


Não se engane. A riqueza de detalhes está lá, pois este especial foi uma ótima adaptação dos jogos Red & Green. Contudo, mais episódios possibilitariam uma exploração maior dos vários personagens e locais presentes em Kanto. Agora que você sabe desse detalhe importantíssimo, podemos começar a conversar.

New Game

Após a apresentação de uma linha do tempo regressiva, que mostra as primeiras versões de cada geração, surge uma imagem conhecida por todos que já iniciaram um jogo de Pokémon na vida. Sim, estou falando da tela de “new game”. Apesar de não termos que escolher o nome do personagem, a cena do Professor Carvalho nos dando boas vindas ao mundo Pokémon foi mantida, e com muito estilo!

O objetivo do especial realmente foi agradar quem jogou Red & Green (Ou Blue, no nosso caso) trazendo com grande fidelidade vários elementos do jogo. Você pode se perguntar: “Como eles fizeram o Red ganhar as oito insígnias em um especial de 1h30?” Bem, ao final de cada episódio você via a aventura de Red ser “salva com sucesso”, com direito a detalhes como número de insígnias, Pokémon e tempo de jogo.

Se você jogou Pokémon FireRed & LeafGreen, remakes dos jogos que estão sendo homenageados, deve lembrar que toda vez que aperta a opção “continue”, do menu inicial, aparecem os “reports”, uma espécie de resumo de suas ações mais recentes na aventura. Foi quase isso que aconteceu em Pokémon: The Origin, com a diferença de que os flashbacks eram cenas animadas que tratavam de mostrar as partes da aventura não exibidas ao telespectador, como Red capturando boa parte dos Pokémon ou participando de várias batalhas.

Are you a boy or a girl?

Red e Green (conhecido como Blue no ocidente) são as estrelas do especial. Apesar do pouco tempo reservado para o desenvolvimento de personagens, podemos notar algumas características marcantes nos dois.

Green é um jovem com um grande ego e potencial para ser mestre Pokémon, engajado na tarefa de completar a Pokédex e com muita vontade de ser o primeiro em tudo. Além disso, é neto de um grande pesquisador Pokémon. Estão lembrados de alguém? Gary Carvalho possui as mesmas características. Quem assistiu ao especial deve ter notado que Green sempre chega aos ginásios antes de Red. Bem, o vídeo a seguir mostra que Gary herdou esse mesmo comportamento.

Ao contrário de Green, Red é um jovem ingênuo que aprende a ser amigo dos Pokémon, não se importando com detalhes como “Qual o Pokémon mais forte?”. Além disso, gosta de ajudar desconhecidos e não pode ver um Pokémon sofrer. Parece com o Ash, não é mesmo?

Apesar de não termos muito tempo para sentir a evolução do personagem, a mesma foi demonstrada em ações, como a pequena briga de Red e Green em um beco próximo ao centro Pokémon, ou com os gestos de carinho entre Red e Charizard.


No anime clássico, com um ambiente voltado para o público infantil, é normal que esses personagens pareçam e se comportem como crianças. Podemos dizer que Ash e Gary são versões mais infantilizadas de Red e Green.

Partindo desse princípio fica mais fácil de saber qual a personalidade dos treinadores presentes no especial. O cenário mais sério muda as situações de comédia ou de drama. Red caçoando de Green após os acontecimentos na Pokémon Tower e a história do bebê Cubone são bons exemplos disso.

Let’s Battle!

Para surpresa geral, a barra de HP marca presença durante batalhas realizadas em arenas, como os desafios de ginásio, mostrando que o treinador de Pokémon: The Origin pode projetar seus próximos passos na partida se orientando pelo HP dos monstrinhos, assim como nós fazemos nos portáteis. Por sinal, as batalhas são mais dinâmicas e ferozes. Em algumas cenas é possível notar a emoção do Pokémon durante a batalha, seja antes de desferir um golpe ou após recebê-lo. O Blastoise do Green, por exemplo, não ficou muito contente depois de levar um Mega Punch na cara.

Seria injusto dizer que as batalhas deste especial são melhores que as do anime clássico, pois episódios como os da Liga Pokémon de Sinnoh, na saga Diamond & Pearl, nos mostraram ótimos confrontos. A grande diferença fica no estilo gráfico como um todo, já que esta adaptação utiliza algo mais comum em animes voltados para o público adolescente. Por conta da diferença de traço e da vontade de lutar que os Pokémon apresentam em batalha, as lutas de Pokémon: The Origin são mais cativantes. No entanto, pecam por conta do fator tempo, pois é possível perceber que o anime precisa acelerar a luta para conseguir terminar a história, nos deixando apenas com um gostinho de como seria um grande combate Pokémon.

Hall of Fame

Pokémon: The Origin também nos tirou muitas dúvidas. Vimos Poké Balls serem destruídas pelo Pokémon que não foi capturado com sucesso, descobrimos como os líderes de ginásio sempre estão no nível do desafiante, além de termos a confirmação de quem estava envolvido no processo de criação do Mewtwo.

Podemos dizer que este especial foi bastante fiel, seja na trilha sonora ou mesmo em frases ditas por vários personagens. Além disso, temos alguns easter eggs, como um Slowking em um dos quadros do Hall of Fame, mas acredito que assistir e percebê-los será mais divertido. Pokémon: The Origin só não é aquilo que todo fã esperou por conta de um único motivo: tempo.

Desculpem, mas agora preciso ir até Sinnoh para visitar o Dialga. Talvez ele dê um jeito nisso.  

Revisão: Bruno Grisci
Capa: Doug Fernandes

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