Todos os jogos nota 10 do Nintendo Blast

Volte no tempo com a gente, relembrando todos os jogos que receberam nota máxima nestes 10 anos de Nintendo Blast.


Neste mês de julho, o Nintendo Blast completa dez anos de vida! Uma marca de importância imensurável para qualquer site nesse oceano infinito que é a internet. São dez anos cobrindo o universo da Big N com notícias, matérias, análises e uma porção de outros conteúdos bacanas, sempre buscando o aprimoramento para construir o melhor e mais completo portal brasileiro sobre a Nintendo.


Para comemorar esta data mais que especial, buscamos lá no fundo do baú todos os jogos nota 10 analisados pelo NB nesta década de existência. Até a data de lançamento desta matéria, 625 games haviam sido avaliados e apenas 14 tiveram a honra de ganhar nota máxima de nossos redatores. Na seleção estão clássicos de franquias consagradas, títulos portáteis e de consoles de mesa, e até uma surpresa indie que conquistou os corações dos fãs da Nintendo.

É uma celebração de dez anos de grandes jogos no Nintendo Blast, então prepare-se para muita hipérbole e confira nossa lista!

Super Mario Galaxy (Wii)


Ao final de 2007, a Nintendo se encontrava em um momento especial em sua história: estava recuperando a ponta na disputa do mercado de consoles domésticos, após duas gerações com muitas dificuldades. Naquele ano, o Wii evaporava das prateleiras a cada novo carregamento, todos queriam brincar de jogar tênis e boliche com os amigos e familiares no Wii Sports. Por outro lado, os fãs mais antigos da Big N ainda tinham algumas ressalvas com relação ao novo aparelho. E os grandes clássicos da empresa? Como uma série tradicional como Mario vai se virar nesse tal de Wii Remote?

A resposta não poderia ter sido mais emblemática. Super Mario Galaxy foi um sucesso incrível de público e crítica, sendo até hoje considerado um dos pontos altos da franquia. Foi, também, o primeiro jogo da história do Nintendo Blast a ganhar nota máxima. Que honra!

O que nossa análise disse na época (03/05/2009):

“Não tem jeito. Super Mario Galaxy é o melhor game do Wii. Bonito, divertido, inovador, surpreendente. Para quem não tem o console da Nintendo, é por si só um motivo para ter um. Quem procura uma grande game precisa jogar. Galaxy colocou os demais games do gênero em um nível abaixo. E entrou sim para o seleto grupo dos melhores de todos os tempos.” Redator: Gustavo Assumpção

Elite Beat Agents (Nintendo DS) 


Elite Beat Agents é um produto de sua época. Um clássico cult que utilizou as funções do Nintendo DS como nenhum outro jogo, mas que não teve sucesso em alcançar o grande público. Uma coisa é certa: quem deu uma chance para o game rítmico da iNiS se divertiu à beça com seus personagens pirados e J-pop cativante. Mais de dez anos se passaram e nunca recebemos uma continuação desta pérola do DS, uma pena.

O que nossa análise disse na época (13/06/2009):

“Elite Beat Agents é perfeito. Ritmado, divertido, inovador, muito bem produzido, desafiador [...] é um clássico absoluto do gênero e um dos melhores games do portátil da Nintendo. Dance! Dance! Dance! Dance!.” Redator: Gustavo Assumpção

Super Mario Galaxy 2 (Wii)


Super Mario Galaxy foi a declaração da Nintendo, em alto e bom som, de que o Wii também podia apresentar jogos bonitos esteticamente e complexos em suas mecânicas. Galaxy 2 apenas pegou o que tinha dado certo no primeiro e expandiu a experiência com estágios ainda mais fantásticos e divertidos. Para muitos jogadores, o segundo título conseguiu a proeza de ser ainda melhor que seu antecessor, mas ambos com certeza são nota 10.

O que nossa análise disse na época (15/10/2010):

“Galaxy 2 é um game para ser degustado, aproveitado e não apenas jogado. As qualidades estão em todos os lugares, desde o menu até cada detalhe das fases, é uma obra colorida, brilhante e vibrante, mesmo apresentando algumas ideias e jogabilidade semelhante ao antecessor, muito do potencial está no fator surpresa em cada vez que entrar em uma galáxia [...] não é infinito como o universo, mas será lembrado por tempos, por ser único e pela Nintendo estar milhares de anos-luz à frente de todos.” Redator: Alex Sandro de Mattos

Super Smash Bros. Brawl (Wii)


Super Smash Bros. Brawl pode até não ser o preferido dos fãs mais fervorosos da franquia — essa honra normalmente fica com Melee, de GameCube —, mas não há como negar que foi uma entrada extremamente competente da série no Wii. E a quantidade imensa de novidades que Brawl apresentou ajuda ainda mais a garantir o game no panteão dos nota 10 do Nintendo Blast. Ao que tudo indica, Super Smash Bros. Ultimate, que aterrissa no Switch no final do ano, vai ser o próximo “Smash” a impressionar nos números, como este fez no Wii. Chega logo dezembro!

O que nossa análise disse na época (04/11/2010):

“Super Smash Bros. Brawl chega à perfeição. Por que? Porque os números confirmam isso: um jogão, com suporte para 4 jogadores simultâneos, com 4 configurações distintas de controle, modo online, 35 lutadores para escolher e 39 diferentes jogáveis, há 40 arenas para lutar, 287 áudios para agradar seus ouvidos, 49 itens diferentes para ajudar, pokémon aos montes, dezenas de modos, centenas de lutas [...] existem muitos jogos de lutas por aí, mas nenhum chega próximo ao nível de Super Smash Bros. Brawl, pois é um game único, inigualável e incrível. E aí, vai encarar?” Redator: Alex Sandro de Mattos

The Legend of Zelda: Skyward Sword (Wii)


Talvez o título mais polêmico desta lista. Para alguns, The Legend of Zelda: Skyward Sword foi o ápice dos controles de movimento e um excelente exemplo de como esta tecnologia podia ser implementada em jogos “hardcore”. Outros consideram o game apenas mais um ótimo Zelda, com dungeons complexas e belos gráficos em cores pastel. Porém, uma boa parcela dos fãs se decepcionou com a falta de liberdade e o excesso de tutoriais. Mas é inegável que a Nintendo foi corajosa com Skyward Sword, apresentando um jeito diferente de apreciar este rico universo e caprichando em cada detalhe da história e seus personagens. Pode não ser perfeito, mas para nós é nota 10!

O que nossa análise disse na época (02/12/2011):

“Skyward Sword é a aventura que esperávamos desde que vimos as características do Wii. É dito que, para uma história se tornar uma lenda, é preciso passar por gerações. A série The Legend of Zelda prova a cada novo título ser um dos nomes mais importantes dos videogames e Skyward Sword comprova mais uma vez o brilho da Nintendo diante de suas franquias, se renovando sem deixar as características da saga. E agora que completa 25 anos, Zelda definitivamente é uma obra de arte. É simplesmente uma verdadeira lenda.” Redator: Alex Sandro de Mattos

Animal Crossing: New Leaf (Nintendo 3DS)


Se você já jogou algum Animal Crossing, sabe o que esperar de New Leaf. Não foi uma revolução na fórmula de sucesso da franquia, mas sim a reunião das melhores ideias dos jogos anteriores, aplicadas de forma extremamente competente. Proporcionando, assim, aquela experiência charmosa e consagrada da série, mas com algumas novidades e opções exclusivas do 3DS.

O que nossa análise disse na época (15/06/2013):

“O jogo pegou tudo o que foi criado durante esses doze anos da franquia e a refinou ao extremo, excluindo qualquer defeito das versões anteriores e adicionando elementos incríveis de jogabilidade. Além disso, o jogo oferece infinitas horas de diversão e um mundo que se renova e se torna mais apaixonante a cada nova partida [...]” Redator: Gabriel Vlatkovic

Rayman Legends (Wii U)


O jogo anterior — Rayman Origins — deu um novo gás à veterana franquia do mascote desmembrado da Ubisoft, mas foi Legends que elevou a qualidade da série a níveis estratosféricos. Os desenvolvedores do jogo pegaram a estética e mecânicas consolidadas em Origins e deixaram a criatividade tomar conta, recheando o game com estágios super divertidas e desafiantes. Jogar com os amigos é recomendadíssimo, tão prazeroso e caótico quanto os títulos multiplayer da série Mario.

O que nossa análise disse na época (21/09/2013):

“Legends é maior, melhor, mais impressionante e desafiador que Origins. Rayman pode não ter nascido em um console Nintendo, mas é no Wii U que se torna uma lenda dos jogos de plataforma 2D. Rayman Legends é uma obra-prima e o melhor jogo side-scrolling dos últimos anos.” Redator: Alex Sandro de Mattos

The Legend of Zelda: The Wind Waker HD (Wii U)


Quando foi lançado para GameCube em 2003, o título sofreu um certo preconceito por parte dos fãs da série, que esperavam um game mais realista e que utilizasse todo o poder gráfico do GC. Mas a estética cartunesca de Wind Waker envelheceu muito bem! E aliada à fantástica sensação de desbravar os mares, com gráficos remasterizados em HD no Wii U, o que já era ótimo ficou ainda melhor. É a versão definitiva de The Legend of Zelda: The Wind Waker, simplesmente imperdível.

O que nossa análise disse na época (13/10/2013):

“Com grandes melhorias em praticamente todos os aspectos técnicos e de jogabilidade do título, The Wind Waker HD é, facilmente, o melhor jogo lançado até agora para o Wii U, sendo obrigatório para qualquer proprietário do console. Geralmente parto do princípio de que nada é perfeito, mas certas obras são tão gratificantes que, mesmo com alguns defeitos mínimos, não podem ter todas as suas maiores qualidades ofuscadas por eles, e The Wind Waker HD é uma das – senão a maior – prova desta filosofia.” Redator: Gabriel Vlatkovic

The Legend of Zelda: A Link Between Worlds (Nintendo 3DS)


The Legend of Zelda: A Link Between Worlds é, por si só, um jogo fantástico. Esteticamente agradável, com uma trilha sonora belíssima, liberdade para explorar os cenários, mecânicas inovadoras para a série e aquela jogabilidade divertida que todos conhecemos e amamos. Mas para os fãs de longa data de The Legend of Zelda: A Link to the Past, o título é uma viagem no tempo, recheado de homenagens e referências ao clássico de Super Nintendo. Uma experiência mágica para quem teve a oportunidade de voltar à mesma Hyrule de antigamente, depois de tantos anos. Nostalgia pura.

O que nossa análise disse na época (25/11/2013):

“The Legend of Zelda: A Link Between Worlds é necessário para qualquer dono de 3DS, fã da franquia ou não. É mais do que um jogo, é uma experiência que irá transcender o tempo como seus antecessores, e podemos esperar que este lançamento marque uma grande mudança em toda a franquia Zelda.” Redator: Fellipe Camarossi

Super Mario 3D World (Wii U)


Super Mario 3D World tinha uma responsabilidade enorme nas costas quando foi lançado em 2013: precisava ser um sucessor à altura de Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 — dois jogos nota 10 — e ser, também, o “salvador da pátria” para o Wii U, tendo em vista que o console estava com grandes dificuldades no mercado. Como já sabemos, mesmo com alguns jogos fantásticos, o Wii U foi um dos maiores fracassos comerciais da Nintendo. Mas 3D World sem dúvidas conseguiu se destacar como um dos melhores títulos do console e da franquia, misturando elementos novos e antigos de forma perfeita. É ainda melhor quando desfrutado com os amigos.

O que nossa análise disse na época (02/12/2013):

“Super Mario 3D World traz suas novidades criativas de modo especial e acaba se tornando uma grande celebração do antigo e do novo, como seu próprio nome indica. Esta é a Nintendo em sua melhor forma, produzindo o jogo com um carinho e maestria de uma forma que ainda não vimos nos outros consoles desta nova geração. E quem sabe não seja justamente este carinho que torna Super Mario 3D World e a Nintendo tão únicas?.” Redatora: Luciana Anselmo

Shovel Knight (Wii U/3DS)


Quando os desenvolvedores de Shovel Knight saíram da produtora Wayforward para fazerem seu “jogo dos sonhos” com a ajuda de uma plataforma de crowdfunding (financiamento coletivo), não tinham como imaginar o tremendo sucesso que os esperava. Todo o risco que correram foi recompensado quando o game chegou de mansinho nas eShop do 3DS e Wii U em 2014, conquistando uma legião de fãs e muitos prêmios da mídia especializada. Foi mais uma prova de que um jogo pequeno em proporções e orçamento — mas enorme em qualidade — podia encarar de frente os gigantes da indústria.

O que nossa análise disse na época (09/07/2014):

“Shovel Knight consegue absorver o melhor de dois mundos: tudo o que a indústria dos jogos aprendeu ao longo desses anos e todo o contexto nostálgico da geração 8-bits que tanto amamos, e é justamente por isso que posso afirmar que o título é um dos melhores jogos de plataforma já feitos.” Redator: Hugo H. Pereira

Bayonetta 2 (Wii U)


Bayonetta 2 provavelmente nunca teria saído do papel não fosse a Nintendo entrar na jogada bancando o projeto. E a aposta da Big N foi certeira: produzido pela PlatinumGames e lançado exclusivamente para Wii U em 2014, o título foi um dos melhores daquele ano, conseguindo destacar-se em um console com ótimos jogos, mas público limitadíssimo. A parceria deu tão certo que o game foi relançado no Switch este ano e uma nova continuação já está em produção.

O que nossa análise disse na época (04/11/2014):

“[...] o jogo conseguiu surpreender até as mais positivas expectativas e, numa combinação de enredo, personagens, gráficos, jogabilidade, criatividade e trilha sonora sensacionais, pode ser um forte candidato a melhor jogo de ação do ano.” Redator: Gilson Peres

The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Wii U/Switch)


Todo novo título da série Zelda gera uma enorme expectativa, é natural. Mas Breath of the Wild foi muito além do hype, revolucionando a venerada franquia e trazendo inovações que ecoam por toda a indústria dos games atualmente. Desde o ano passado o jogo vem ganhando — merecidamente, diga-se de passagem —  dezenas de prêmios por todo o mundo. Não vemos a hora de voltar para Hyrule e explorar as novas ideias fantásticas dos mestres da Nintendo.

O que nossa análise disse na época (24/03/2017):

“É cedo demais para dizer que Breath of the Wild é o melhor jogo da história, mas não é difícil de ver por que tal constatação está sendo feita. Sua mistura de tradicionalidade com influências cria uma das obras mais completas já vistas na mídia, sem perder o nível de excelência que esperamos da Nintendo. Sendo o melhor de todos ou não, acho inevitável que o jogo se torne o próximo marco do estilo mundo aberto e, nos próximos anos, veremos mais e mais jogos tentando atingir o que Zelda conquistou.” Redator: Renan Greca

Super Mario Odyssey (Switch)


Assim como o primeiro jogo nota 10 do Nintendo Blast, o último a receber a “estrela no boletim” foi, também, da série Mario. O que mais pode ser dito sobre Super Mario Odyssey que não foi repetido à exaustão desde seu lançamento no final do ano passado? Este é, talvez, o ápice da carreira do encanador favorito de todo fã da Big N, um game que agrega com perfeição todas as características mais interessantes dos títulos anteriores da franquia. Indispensável!

O que a nossa análise disse na época (05/11/2017):

“Super Mario Odyssey é o melhor game da franquia Mario e merece cada título que vem recebendo. Resumindo, eu diria que Odyssey é uma mistura de nostalgia com novidades, o antigo e o novo se encontram e trazem um sabor totalmente novo.” Redator: Leandro Alves

E os outros clássicos?

Análises são opiniões embasadas em uma grande variedade de quesitos objetivos. Porém, também precisam contar com um certo toque pessoal do redator,  de sua experiência particular com a obra em questão. Por isso, eventualmente acontece de algum clássico incontestável acabar ficando de fora deste seleto grupo dos “nota 10”. De maneira nenhuma isso diminui a qualidade e importância destes títulos!

Só para citar alguns exemplos, Mario Kart 8 (nota 9 no Switch e 9.5 no Wii U), Bravely Default (9.5, 3DS), Pokémon X/Y (9.5, 3DS), Super Smash Bros. for Wii U (9.5) e Super Mario Maker (9.5, Wii U) não receberam nota máxima, mas não dá pra negar que são jogos maravilhosos, não é mesmo? Claro que o número dá um sabor especial ao review, mas no final das contas, o que importa é a diversão que os video games nos proporcionam.


Revisão: Arthur Maia
Carlos Eduardo Cirne escreve para o Nintendo Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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