Captain Toad: Treasure Tracker (Switch/3DS): entenda o que mudou desde a versão de Wii U

Por ser um port, são tantas mudanças assim?


É indiscutível a dedicação da Nintendo em trazer seus grandes títulos do Wii U, como Donkey Kong Country: Tropical Freeze (Switch), para seu novo híbrido, o Nintendo Switch. Para tanto, os ports geralmente apresentam mudanças, mesmo que ínfimas, após anos desde o lançamento inicial, e com Captain Toad: Treasure Tracker (Switch/3DS) não é diferente. Listamos todas as mudanças ocorridas desde 2014 até o relançamento de 2018.

Novas referências em detrimento de outras


Uma das maiores mudanças de Captain Toad: Treasure Tracker é, sem dúvidas, a transição dos níveis especiais de Super Mario 3D World (Wii U) para Super Mario Odyssey (Switch). Nada mais justo do que promover o novo jogo da franquia explorando mais de seus Kingdoms. Porém, a remoção dos níveis inspirados em Super Mario 3D World pode chatear alguns jogadores.

No total, são quatro níveis temáticos inspirados no novo jogo de plataforma para Switch. O primeiro, “Secret of the Inverted Pyramid”, é inspirado no Sand Kingdom e segue o modelo padrão de puzzles. Desta vez com características únicas do reino, o objetivo é descobrir uma maneira de explorar a pirâmide invertida e não ser morto pelos Bullet Bills. “Mine Cart Cascade Crusade” é o segundo mapa temático, inspirado no Cascade Kingdom. Nesse nível, o jogador deve entrar no mine-cart, atirar nabos nos inimigos e coletar o máximo de moedas possível.

O terceiro, “Uptown, Downtown”, é baseado no famoso Metro Kingdom e cheio de referências a Super Mario Odyssey, incluindo inspirações da prefeitura, do Power Plant da cidade e da estrutura dos prédios. O último, “Cookatiel's Sizzling Sprint”, inspirado no Luncheon Kingdom, se trata de um estágio com Double Cherries e o objetivo do jogador é correr pelas plataformas, fugindo da grande ave chamada Cookatiel.

Infelizmente, os níveis citados substituíram os quatro inspirados em Super Mario 3D World: “Super Bell Hill”, “Conkdor Canyon”, “Shadow-Play Alley” e “Clear Pipe Cruise”, tornando-os exclusivos da versão para Wii U.

Gráficos e sacrifícios

Além da versão do híbrido cravando uma resolução de 1080p e 60 FPS no modo dock e de 720p e 60 FPS no modo portátil do Switch, a versão para 3DS renderiza o jogo duas vezes simultaneamente e com um sacrifício considerável de texturas e gráfico. Justamente por apresentar duas telas rodando o mesmo jogo, mas com a função touch na tela inferior, Treasure Tracker exige do portátil e consegue obter resultados satisfatórios.

Olhando para outros aspectos, os olhos de Toad são curiosamente mais largos na versão de 3DS quando comparada com as outras plataformas. Para visualizar as mudanças gráficas entre as três versões, uma análise minuciosa do canal ElAnalistaDeBits mostra a grande diferença presente entre as três versões. Confira:


Em consequência das limitações do Nintendo 3DS, sua versão precisou realizar algumas alterações dos objetivos bônus. Por exemplo, o nível Poison Canal Cannon Run, que tem o objetivo secundário de completá-lo com 4 Toadettes, precisou ser alterado para que o jogador encontre o Gold Mushroom escondido na fase.

Controles diferenciados

Como o jogo foi primeiramente desenvolvido para Wii U, com o uso de recursos do GamePad, como o touch screen e a interação de voz, foi necessário uma série de adaptações para que o jogo chegasse ao 3DS e ao Switch. Felizmente, as novas versões são bem estruturadas e cada uma com uma peculiaridade.

Enquanto para 3DS o jogador utiliza a stylus para movimentar plataformas, o Switch utiliza a mira direcionada à tela com o Joy-Con direito quando conectado ao dock e o touch screen quando utilizado no modo portátil. Tudo isso funciona muito bem, não prejudicando a qualidade do jogo.


Além disso, o modo cooperativo é uma adição apreciável para a versão de Switch. Com um Joy-Con para cada jogador, Toad é controlado com o controle esquerdo, enquanto a câmera é orientada pelo controle direito. Para uma maior interação entre os jogadores, quem controla o Joy-Con direito interage com objetos e tem a habilidade de lançar rabanetes nos inimigos, tornando a experiência bem divertida e interativa.

Enfim… amiibo!

Na versão para Wii U, o amiibo especial do Toad é a única alternativa viável para que o jogador desbloqueie o modo extra chamada Pixel Toad. Esse extra se trata de um esconde-esconde com o objetivo de procurar a versão 8-bit de Toad escondida em mapas específicos. Para isso, são 64 Pixel Toads escondidos pelo jogo.

Felizmente, para as versões de 3DS e Switch, não é obrigatório o uso de amiibo para jogar o extra. O único requerimento é que o jogador complete o nível alguma vez anteriormente para que, assim, receba um aviso de que o Pixel Toad está escondido em algum lugar.


No mais, quatro amiibo possuem funcionalidade nas novas versões. Em primeiro lugar, os três amiibo de Super Mario Odyssey irão desbloquear os quatro níveis temáticos, citados anteriormente, a qualquer momento da jogatina, sem que seja necessário completar os três outros livros. Já o amiibo de Toad possui agora uma outra funcionalidade, uma vez que, ao ativá-lo, ele irá fornecer um cogumelo de invencibilidade para o jogador durante o próximo nível jogado.

O que achou das mudanças? Foram suficientes?
Revisão: Gabriel Bonafé
Paulo Vinícius é estudante e apaixonado por games desde seu primeiro contato com Duck Hunt e Ice Climbers do nintendinho em 2002. Fanático por Pokémon e admirador de diversas franquias, reúne seu tempo livre para escrever e tentar colocar suas séries em dia. Está no Facebook e Instagram.

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