De Xenoblade Chronicles a Persona 5 Royal: os melhores jogos de aventura do Switch e Switch 2 (parte 2)

Na segunda parte desta lista, descubra sete jogos que transformam exploração, narrativa e descoberta em experiências memoráveis.

em 06/08/2026

Continuar esta jornada pelos melhores jogos de aventura do Nintendo Switch não foi uma tarefa fácil. A biblioteca do console é recheada de experiências memoráveis, capazes de nos transportar para mundos fascinantes e nos fazer viver histórias inesquecíveis. Nesta segunda e última parte, reuni mais sete títulos que considero indispensáveis para qualquer fã do gênero. São aventuras que, cada uma à sua maneira, representam o que há de melhor no Nintendo Switch 1 e 2, e que merecem um lugar de destaque na coleção de qualquer jogador.

Aproveitando para lembrar que esta lista reflete exclusivamente a minha opinião e não deve ser encarada como uma verdade absoluta. Além disso, todos os jogos citados aqui foram experiências que vivi do início ao fim — ou nas quais investi dezenas e dezenas de horas —, tornando esta seleção ainda mais particular.

Também optei por escolher apenas um representante de cada franquia, buscando deixar a lista mais variada e interessante. Por isso, não veremos casos como Octopath Traveler e Octopath Traveler II aparecendo juntos, por exemplo. A única exceção fica para expansões e DLCs que complementam diretamente a experiência principal.

Persona 5 Royal

Este game reúne uma quantidade impressionante de tarefas, e, por mais que muitas delas sejam interessantes e bem construídas, é natural que, com o tempo, essa rotina acabe se tornando um pouco cansativa. Ainda assim, Persona 5 Royal segue firme como um dos melhores jogos da franquia Persona, entregando uma experiência extremamente completa e marcante.

Talvez uma das maiores fraquezas da franquia esteja justamente nos seus calabouços, que podem se tornar repetitivos e acabar deixando o ritmo da jornada um pouco monótono em determinados momentos. Ainda assim, ao deixar isso em segundo plano, o que realmente brilha aqui é o sistema de relações e o gerenciamento da vida escolar do protagonista, que segue sendo um dos grandes diferenciais da experiência.

Essas atividades sempre rendem recompensas muito valiosas, seja no fortalecimento dos laços entre os personagens e seus diálogos, seja na obtenção de novas habilidades que impactam diretamente o combate e a progressão. Persona 5 Royal é um título massivo, como já foi dito, capaz de prender o jogador por dezenas — ou até centenas — de horas. Para quem busca uma imersão profunda em um RPG estiloso e cheio de personalidade, é uma excelente escolha.

É importante apenas destacar que o jogo não possui localização para o português. Caso isso seja um fator limitante, Persona 3 Reload pode ser uma alternativa interessante, já que conta com menus e legendas totalmente em nosso idioma.

Donkey Kong Bananza

Como falar dessa maravilha que chegou tão cedo à biblioteca do Nintendo Switch 2? Donkey Kong Bananza me pegou de surpresa de uma forma tão positiva que cheguei a completar 100% do jogo antes mesmo do lançamento.

Bananza tem tudo para cativar o jogador: uma história emocionante, mundos ricos e detalhados, sistemas de personalização que fortalecem suas habilidades, além de uma quantidade generosa de coletáveis que incentiva a exploração constante. E, claro, ainda temos “mais e mais coletáveis”, reforçando esse ciclo viciante de descoberta.

Antes do lançamento, uma das minhas maiores dúvidas era como o jogo conseguiria sustentar sua proposta sem quebrar o gameplay. Afinal, ter a liberdade de destruir praticamente todo o cenário é algo tão impressionante quanto arriscado. Mas o resultado é surpreendente: o level design é extremamente bem trabalhado e consegue equilibrar muito bem essa liberdade com desafio e progressão.

As transformações de Donkey Kong também são um dos grandes destaques, deixando o gameplay ainda mais dinâmico e variado. A direção de arte é simplesmente magnífica, com cenários e personagens belíssimos e cheios de detalhes. Tudo contribui para criar uma atmosfera leve, vibrante e extremamente agradável.

Talvez este seja, inclusive, um dos primeiros jogos que eu recomendaria a qualquer pessoa que esteja começando no Nintendo Switch 2.

Hollow Knight: Silksong

Hollow Knight: Silksong é, sem dúvida, o jogo mais difícil de recomendar desta lista. Ele também se apresenta como uma experiência extremamente desafiadora, o que já o coloca em um patamar de dificuldade elevado desde o início. Ainda assim, como jogo de aventura, é uma das melhores experiências que tive, motivo pelo qual ele está presente aqui.

Talvez seja até mais indicado começar pelo Hollow Knight original, que apresenta uma curva de dificuldade mais gradual e prepara melhor o jogador para o que vem depois. Porém, esta lista é justamente sobre os melhores jogos, e Silksong consegue superar o original em diversas camadas importantes.

A variedade de movimentos e ferramentas disponíveis em Silksong renova constantemente a jogabilidade, fazendo com que cada área explore novas possibilidades. Os cenários ganham ainda mais vida à medida que avançamos, com cores mais vibrantes, efeitos de paralaxe bem trabalhados e uma movimentação de inimigos extremamente fluida e precisa. Tudo isso contribui para uma sensação constante de descoberta.

Somam-se a isso as conversas com personagens, que alternam entre momentos engraçados e, por vezes, emotivos, criando um equilíbrio que reforça ainda mais o impacto da jornada. O resultado é uma aventura única, que se destaca facilmente dentro do gênero.

Final Fantasy VII Rebirth

Outro game fantástico e impressionante rodando no Nintendo Switch 2 é Final Fantasy VII Rebirth. Sem dúvida, é um dos títulos que mais exige do hardware do console, demonstrando toda a potência que o Nintendo Switch 2 consegue alcançar. Não é por acaso: Rebirth é um jogo pesado até mesmo para os consoles mais poderosos desta geração, o que só torna sua presença no Switch 2 ainda mais impressionante.

Infelizmente, ele não roda tão bem quanto Final Fantasy VII Remake, o que é compreensível. Rebirth é um título de nova geração, com um mundo aberto amplo, repleto de atividades, missões e inimigos espalhados por todos os lados.

O jogo também conta com uma grande quantidade de minigames — talvez até mais do que deveria —, mas ainda assim são bem executados e conseguem garantir muitas horas de diversão. Visualmente, no entanto, Rebirth apresenta alguns problemas no modo portátil, com momentos em que a imagem fica um pouco embaçada. O maior ponto negativo, porém, é o draw distance, que faz com que elementos apareçam muito perto do jogador, o que pode quebrar um pouco a imersão.

Ainda assim, nada disso apaga o brilho de uma aventura grandiosa, ambiciosa e de altíssimo nível, que continua sendo uma das experiências mais impressionantes do catálogo do console.

Cyberpunk 2077: Ultimate Edition

Esse talvez seja o jogo de maior escalada dentro do Nintendo Switch 2 e também um dos maiores exemplos de competência técnica no console. O game roda a 40 fps e entrega visuais impressionantes mesmo no modo portátil. O trabalho de otimização realizado pela CD Projekt Red é, sem exagero, de tirar o chapéu.

Esse é um daqueles títulos que recomendo de olhos fechados, e ainda deixo uma dica importante: vale muito a pena optar pela versão física. O jogo base junto da expansão completa vem no cartucho, exigindo apenas o download da dublagem — cerca de 6GB — o que ainda assim ajuda a economizar mais de 60 GB de armazenamento.

Tenho diversas horas de jogo e mais de cem missões concluídas, e ainda sigo buscando diferentes finais. Cada sessão traz algo novo: missões muito bem construídas, personagens que surgem e rapidamente ganham destaque, e um mundo que nunca parece estático. O escopo de Cyberpunk 2077: Ultimate Edition é impressionante, e as escolhas realmente moldam caminhos diferentes, garantindo um fator replay altíssimo e extremamente divertido.

Some tudo isso a uma história madura, pesada e bem escrita, além de um gameplay refinado e muito bem otimizado, e o resultado é uma experiência que simplesmente te convida a viver esse mundo — até o ponto em que tudo o que resta é virar uma lenda em Night City.

Octopath Traveler II

Ah, Octopath Traveler… o grande responsável por popularizar o estilo HD-2D, unindo nostalgia e modernidade em um mundo vasto, repleto de missões, coletáveis, armas especiais e um sistema de estratégias e habilidades que constantemente incentiva o jogador a explorar mais.

Não tem como esconder: sou um defensor dessa franquia, especialmente de Octopath Traveler II, que, na minha opinião, é superior ao primeiro e ao mais recente jogo em diversos aspectos. A mecânica de alternar entre dia e noite traz uma camada extra de profundidade à experiência, mudando não apenas a ambientação, mas também as interações, já que alguns personagens e missões só aparecem em determinados períodos.

O mundo é belíssimo e extremamente detalhado, com personagens cativantes e histórias que conseguem manter o interesse do início ao fim. É impossível não se envolver e querer descobrir como cada jornada individual se desenrola.

Ainda há as histórias em dupla, que expandem ainda mais o desenvolvimento dos personagens, além de chefes desafiadores, dungeons secretas e uma exploração sempre recompensadora. É um mundo rico, coeso e cheio de pequenas surpresas que fazem tudo valer a pena. Só tenho elogios: desculpem, leitores, mas a recomendação aqui é simples — joguem.

Xenoblade Chronicles 3

Vou finalizar com o melhor desta vez. Xenoblade Chronicles 3 é, sem dúvida, uma das maiores aventuras que já pude experimentar como gamer apaixonado por boas histórias e mundos verdadeiramente imersivos. O nível de maturidade do enredo ultrapassa com folga o de muitos jogos atuais, trazendo uma abordagem sensível e impactante sobre temas como vida e morte, respeito, família e amor. Tudo isso transforma o jogo em uma verdadeira preciosidade, daquelas que aquecem o coração ao longo da jornada.

A cada capítulo, uma nova emoção: um choque, uma surpresa, uma alegria ou uma tristeza. O jogo constrói uma conexão tão forte com seus personagens que é impossível não sentir um vínculo de proteção e carinho por cada um deles.

E por falar em personagens, este é um dos pontos mais fortes da obra. Todos são extremamente bem desenvolvidos, sem mudanças repentinas ou artificiais. Aqui, cada um passa por experiências traumáticas e superações dignas de cinema. Mesmo com a forte estética inspirada em anime, com seus belíssimos traços que simulam aquarela e rabiscos de forma impressionante, Xenoblade Chronicles 3 trata seus personagens com seriedade absoluta. Eles evoluem, amadurecem e mudam sua forma de pensar a partir das experiências vividas, mas sem nunca perder sua essência — algo que o jogo executa com rara sensibilidade.

O mundo de Xenoblade Chronicles 3 também impressiona em todos os aspectos. Não apenas pela escala gigantesca, mas também pelas estruturas colossais, pela diversidade de inimigos e pela sensação constante de grandiosidade. É um jogo belíssimo e extremamente otimizado, especialmente considerando a quantidade de elementos em tela: sete personagens lutando simultaneamente contra múltiplos inimigos, com fluidez e estabilidade surpreendentes.

Minha nota não poderia ser diferente: um sólido 10. Dificilmente encontro pontos negativos aqui. E com a chegada da versão para Nintendo Switch 2, fica ainda mais difícil não pensar em revisitar essa jornada mais uma vez — mesmo após ter completado 100% da campanha principal e da expansão igualmente maravilhosa, Future Redeemed.

Fim da aventura

Chegar ao fim desta lista foi tão difícil quanto montá-la. O Nintendo Switch construiu, ao longo dos anos, uma biblioteca extraordinária de jogos de aventura, repleta de mundos fascinantes, personagens inesquecíveis e histórias capazes de permanecer conosco muito depois dos créditos finais. Agora, com o Nintendo Switch 2 dando seus primeiros passos, esse legado continua crescendo de forma impressionante.

Mais do que gráficos, mecânicas ou números de vendas, o que torna essas aventuras especiais é a forma como elas conseguem nos fazer sentir parte de suas jornadas. Algumas nos emocionam, outras nos desafiam, e muitas conseguem fazer as duas coisas ao mesmo tempo. São experiências que nos fazem rir, refletir, sofrer e comemorar ao lado de personagens que, de alguma forma, acabam se tornando companheiros de viagem.

Naturalmente, muitos outros jogos poderiam estar aqui. Afinal, a força do gênero está justamente em sua diversidade. Ainda assim, cada título presente nesta lista conquistou seu espaço por ter deixado uma marca especial na minha trajetória como jogador. E se ao menos um deles despertar em você a mesma sensação de descoberta, encantamento e emoção que despertou em mim, então esta matéria já terá cumprido o seu papel.

Revisão: Vitor Tibério
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Leandro Alves
Leandro Alves é designer gráfico formado e especialista em Design Estratégico pela Unicarioca, além de UX Designer com formação pela ESPM e pela escola britânica Design Institute. Diretor Geral, Diretor Editorial e Diretor de Arte das revistas GameBlast e Nintendo Blast, iniciou sua paixão por videogames com The Legend of Zelda: A Link to the Past. Fã da Nintendo, mas sem esconder sua admiração pelo PlayStation, tem como séries favoritas Kingdom Hearts, Pokémon, Fire Emblem, Splatoon, The Last of Us, Uncharted e Xenoblade Chronicles. Está no Instagram e Twitter.
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