Jogatina de FDS #71: o que estamos jogando

Confira o que a equipe do Nintendo Blast está jogando neste fim de semana.

em 14/08/2026

Sem saber o que jogar no fim de semana? Então, vem com a gente! Toda sexta-feira, a equipe do Nintendo Blast compartilha os games que estamos jogando, além de algumas curiosidades sobre nossos gostos gamers. Depois de uma semana corrida, nada melhor do que relaxar e aproveitar aquele título que está na fila, não é?

Não importa a plataforma ou o gênero, a única regra aqui é se divertir! E, claro, você também pode entrar na conversa e dar seus pitacos. Afinal, jogatina boa é aquela que a gente compartilha!

Leandro Alves

Entre Blades, rotas de Fire Emblem e partidas de Overwatch, a jogatina deste fim de semana está perigosamente cheia de coisas para jogar.

Continuei no Xenoblade Chronicles 2 - Switch 2 Edition e está cada vez mais difícil parar quando você fica tão apegado aos personagens. Estou desenvolvendo a nova Blade, MOMO, e, como não poderia deixar de ser, quero dominar todas as habilidades das Blades que deixo na party. O pequeno problema é que ainda não sei se ela vai continuar por lá depois de todo esse investimento. Estou basicamente treinando alguém que talvez seja demitida (risos).

Mas não fiquei só por aí! Esqueci de avisar que finalizei mais uma vez a rota Verdant Wind de Fire Emblem: Three Houses. E, como aparentemente eu não tenho jogos suficientes para jogar, voltei para Fire Emblem Fates: Revelations e estou por volta do capítulo 10.

Só que aí veio outro problema: fiquei com vontade de jogar Fire Emblem: Path of Radiance no NSO do Switch 2. Agora estou naquele momento maravilhoso em que tenho três Fire Emblem na cabeça e zero capacidade de escolher um. De qualquer forma, Fire Emblem: Fortune’s Weave está logo aí, então, pelo menos, já sei que em breve terei mais uma desculpa para continuar jogando.

Também estou bastante envolvido com Overwatch e curtindo essa quarta temporada. Algumas mudanças estão bem interessantes, e a nova Tank, D.Mon, chamou bastante a minha atenção. Estou treinando com ela e já comprei até a arma dourada. Agora falta descobrir se eu realmente vou conseguir jogar bem com ela ou se a arma dourada vai servir apenas para ostentar enquanto passo vergonha.

D.Mon tem uma mistura de elementos que lembram personagens como Brigitte, D.Va e Reinhardt, mas, ao mesmo tempo, consegue apresentar um gameplay bastante próprio. Estou gostando bastante de descobrir como ela funciona e, quem sabe, ela não vira mais uma personagem para entrar de vez na minha rotação?

Agora é continuar jogando e tentar fechar mais um Passe de Batalha com tantas recompensas bacanas. Porque aparentemente o problema nunca foi ter pouco jogo para jogar. O problema é ter jogo demais.

Angel Yraê

Se alguém olhasse a minha rotina de jogos deste fim de semana, acharia um surto completo. A mistura de estilos não podia ser mais diferente, mas é justamente essa bagunça que tá deixando tudo tão legal.

Engatei em GrimGrimoire OnceMore logo depois de terminar 13 Sentinels: Aegis Rim, e não deu outra: a Vanillware me pegou de jeito mais uma vez. Aquele visual 2D pintado à mão, que é a marca registrada deles, deixa tudo lindo demais enquanto tento organizar as invocações e defender o mapa. Porém, confesso que, em certos níveis, o gameplay se torna avassalador, onde é preciso ter dois pares de olhos. Como uma boa admiradora de jogos carregados de narrativa, aprecio bastante os capítulos cheios de diálogo e uma performance de voz impecável.

Já em OMORI, o clima muda totalmente: a troca entre aquela estética fofa de sonho e os momentos bem tensos e psicológicos me prende num nível que fica difícil largar o controle. Sim, eu deveria ter começado a jogar talvez uns bons anos atrás, e agora claramente me arrependo, pois o gameplay de turno estilizado do jogo me cativou completamente.

Para dar uma respirada, me joguei no loop viciante de Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin. Como indígena, um dos detalhes que mais amei foi poder colocar grafismos na minha avatar, deixando ela ainda mais parecida comigo enquanto saio caçando ovos e montando a equipe perfeita de Monsties. Após ter jogado o primeiro Monster Hunter Stories no 3DS, é uma ótima novidade revisitar o mundo em HD e no conforto da minha televisão.

E, para fechar o pacote, Silence, que foi uma das recomendações que encontrei ao scrollar no reddit, me surpreendeu completamente, com seu estilo de animação que parece de um livro para crianças, enquanto conta uma história não tão infantil assim.

No fim das contas, a missão mais difícil do fim de semana nem é derrotar nenhum chefe, mas sim convencer o cérebro a pular de um RPG tático 2D pra um drama psicológico, depois pra um grind de monstros e fechar com um point e click melancólico sem dar 404. Mas quem tá reclamando, né?

Alecsander “Alec” Oliveira

O retorno do vermelinho sem mamilos verdes.

Resolvi revisitar o primeiro Mega Man Zero nesses últimos dias com o retorno da rotina de CLT, e estava com saudade de jogar um título da franquia clássica da Capcom. Sempre tive um fascínio pela linha protagonizada pelo Reploid mais legal de todos, muito devido à sua história mais sequencial que a série clássica e X, à estrutura diferenciada do clássico “derrote oito robôs” e à jogabilidade totalmente focada no que faz Zero ser tão legal de controlar: seu Z-Saber. Claro, ele atira e tem outras armas, mas convenhamos que fatiar robôs é mais legal.

Zero 1 é um experimento da Inti Creates para mexer na fórmula de Mega Man, e eu diria que, na prática, essas ideias são bem falhas. Perder missão por falhas é frustrante, sermos penalizados por usar o interessante sistema de Cyber-Elf é um erro; o HUB com NPCs para conversar é bem primitivo, e o grinding para melhorar a usabilidade das armas é um erro bizarro.

Entretanto, Mega Man é gostoso de jogar, né? É gostoso derrotar hordas de seres mecânicos e pular entre plataformas perigosas, acompanhado de um excelente estilo de arte e personagens interessantes. O Zero reformulado tem um design tão legal que me deixa em dúvidas se gosto mais dele franzino e de cueca, ou do parrudo de ombreiras original.

Enfim, meu favorito da quadrilogia é o Zero 2, mas ainda preciso concluir as fases finais em Neo Arcadia do início de tudo. Veremos os próximos capítulos dessa saga entre os diversos reviews e outros textos que estou produzindo para o GameBlast nessas últimas semanas.

Alberto Canen

De volta à Ilha Delfino.

Finalmente Super Mario Sunshine chegou ao Nintendo Switch Online. Já comecei a jogar no modo portátil para testar o game e fiquei muito satisfeito com a qualidade da emulação. A possibilidade de remapear os controles foi muito bem-vinda, pois o analógico direito invertido lateralmente sempre me atrapalhava no original.

É sempre muito nostálgico voltar para essa ilha em formato de golfinho. Esse clima de férias, ensolarado e praiano, é delicioso. Sinto que a Nintendo poderia explorar mais o local em jogos principais, e não apenas em spin-offs como pistas de Mario Kart e arenas de Smash Bros.

Joguei pouco por enquanto. Atirar água com o FLUUD continua ótimo, embora os comandos gerais pudessem se beneficiar de uma repaginada moderna. Uma continuação com mecânicas atuais seria incrível! Ainda assim, o clássico continua divertido e a recomendação é mais do que certa.

Lucas Fonseca

Cumprindo promessas, voltando com ex e beliscando comfort food sabor salmão.

Depois de quase um ano sendo cobrado, finalmente eu comecei a jogar OMORI. Desde então, sempre me sinto no dever de fazer uma cara envergonhada toda vez que cruzo com a pessoa que tanto insistiu que o jogo valia a pena. De fato, eu fiquei verdadeiramente intrigado, confuso e fascinado por esse mundo maluco, mas tão maravilhosamente desenhado. OMORI tem um início que te prende pela singela beleza dos traços desenhados à mão e a trilha sonora levemente maluca. Nestes poucos dias que interagi com o jogo, o batizei com o carinhoso apelido de “Earthbound da depressão” (e sigo bastante curioso com os rumos que essa história seguirá).

Mas nem tudo na vida é RPG Indie, às vezes também convém pilhar tesouros e aniquilar salmões. Então, é claro que estarei em busca de companhia para seguir desbravando ilhas em Splatoon Raiders. Na última semana, deixei a minha zona de conforto em relação a minha arma principal, mas sigo pensando que para esse estilo de jogo mais focado no PvE, nem toda arma é tão interessante de usar quanto nas outras iterações de Splatoon. Quem sabe não mudo de ideia conforme o jogo avança?

Por fim, pretendo voltar a descobrir novos caminhos na absurda história de The Hundred Line: Last Defence Academy. O jogo mais insano e corajoso que joguei nos últimos anos. Estive totalmente cativado por ele no verão passado, no entanto, os seus 100 finais possíveis soam um tanto quanto ameaçadores quando você se dá conta do tanto que você já fez pelo jogo, mas também só tanto mais que falta fazer. Ainda assim, eu ainda tenho fé e determinação que um dia eu vou platinar esse maravilhoso RPG tático mesclado com Visual Novel.

E você, querido leitor, o que pretende jogar no FDS?
Revisão: Beatriz Castro
Siga o Blast nas Redes Sociais
Leandro Alves
Leandro Alves é designer gráfico formado e especialista em Design Estratégico pela Unicarioca, além de UX Designer com formação pela ESPM e pela escola britânica Design Institute. Diretor Geral, Diretor Editorial e Diretor de Arte das revistas GameBlast e Nintendo Blast, iniciou sua paixão por videogames com The Legend of Zelda: A Link to the Past. Fã da Nintendo, mas sem esconder sua admiração pelo PlayStation, tem como séries favoritas Kingdom Hearts, Pokémon, Fire Emblem, Splatoon, The Last of Us, Uncharted e Xenoblade Chronicles. Está no Instagram e Twitter.
Este texto não representa a opinião do Nintendo Blast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Você pode compartilhar este conteúdo creditando o autor e veículo original (BY-SA 4.0).