E chegamos ao final do ano: festas, comilanças, muito trabalho e correria! Não é pra menos que o tempo para a jogatina diminua. Contudo, sempre arrumamos um tempinho para nosso hobby favorito, dar uma relaxada e nos divertirmos em nossas aventuras, tão imersos nas histórias dos nossos games favoritos, não é? Então, vamos começar com as nossas matérias de final de ano — aliás, isso já virou um costume.
Esse ano tivemos muitos jogos bacanas. Mas, antes de começar, preciso dizer que o Nintendo Switch 2 foi — e está sendo — o meu console favorito de todos. Apesar de não ser um jogo, senti que precisava fazer esse comentário. Com uma base instalada tão maravilhosa quanto a do Nintendo Switch original, e alguns games ainda com melhorias, não tinha como ser diferente. Outro ponto é o poder do hardware, que nos proporciona jogar títulos da geração atual como Cyberpunk 2077: Ultimate Edition e Hogwarts Legacy, sem contar a possibilidade de revisitar jogos de GameCube como The Legend of Zelda: The Wind Waker, um dos meus favoritos. Vou parar por aqui, porque tenho muitos elogios ao novo console da Big N.
Uma observação: não vou colocar na lista jogos como Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, pois já os joguei anteriormente. Minha lista conterá apenas jogos inéditos para mim.
Persona 3 Reload
Como um bom fã de RPG, Persona 3 Reload precisa estar nessa lista. O título é cheio de surpresas, muitas batalhas estratégicas, relacionamentos, estudos e decisões a se tomar. Cabe a você decidir o que priorizar, e talvez essa seja uma das coisas que mais gosto: o gerenciamento e o caminho que dependem de mim.Persona 3 Reload é, sem sombra de dúvidas, um belo jogo — menus, telas e personagens bem estilizados, direção de arte incrível e trilha sonora de alto nível.
Cyberpunk 2077: Ultimate Edition
Eu sentia muita vontade de jogar Cyberpunk 2077 na época do lançamento. Inclusive fiz a pré-compra, mas desisti por dois motivos: os problemas de performance e bugs; e o fato de ser em primeira pessoa, porque sempre tive dificuldade e isso me causava enjoos e dores de cabeça. Fiquei decepcionado, pois estava muito interessado.Mas 2025 chegou e, com o Nintendo Switch 2, o interesse retornou. Agora eu poderia jogar no modo portátil, no modo mouse, e os trailers e hands-on me pegaram. Meus enjoos haviam melhorado bastante — nesse meio tempo eu jogava Overwatch constantemente e, mesmo sendo em primeira pessoa, a situação melhorou muito. Dei uma chance e não me arrependo: a narrativa é simplesmente genial, com diversos caminhos e escolhas que levam a vários finais e missões. Customização, cenários de cair o queixo e muito conteúdo. O jogo me ganhou muito rápido e me peguei fechando uma missão atrás da outra, inclusive as secundárias. Cyberpunk 2077: Ultimate Edition é, com certeza, um dos meus jogos favoritos de 2025.
Mario Kart World
Alguém tinha alguma dúvida quanto a esse jogo entrar na lista? Se tinha, tire o cavalinho da chuva. Mario Kart sempre fez parte das minhas diversões desde muito cedo; é o game que reunia a galera, trazia brigas e muitas gargalhadas. A evolução constante das corridas de Mario e sua turma sempre me divertiu absurdamente. Quando foi anunciado que o jogo faria parte do pacote com o console, eu vibrei.Apesar da polêmica e do valor inquestionavelmente fora da realidade, Mario Kart World me trouxe novamente para a pista e ainda me aproximou de amigos que hoje moram longe — como um dos meus melhores amigos de infância, que atualmente vive no Japão. Usamos a câmera para nos vermos e fazermos o que mais gostávamos na infância: jogar videogame!
Concluímos corridas e copas juntos, buscamos moedas para liberar karts e entramos em disputas acirradas com muitas gargalhadas. Aproveitamos o modo livre para explorar a região e buscar moedas da Peach e os botões P. Muita nostalgia reunindo amigos para competir e lançar o casco azul nos engraçadinhos.
Donkey Kong Bananza
Talvez um dos jogos mais esperados pelos nintendistas este ano — e ele chegou logo um mês depois do lançamento do console. Apesar de ser fã da série Country do Super Nintendo, Bananza entrou para o topo da franquia no meu conceito. Fiz 100% do game antes mesmo do lançamento mundial (recebi antecipado pela Nintendo para fazer a análise aqui no Nintendo Blast). Foram muitas horas explorando cada camada com DK e Pauline.É um game lindo, com direção de arte acertadíssima, como já se espera da Nintendo. Rearranjos de trilhas clássicas e novas composições que brilham, gameplay divertido, árvore de habilidades para o DK, transformações criativas e customização. Mesmo com problemas de performance (que melhoraram com patch), Donkey Kong Bananza é um dos melhores jogos lançados em 2025 e um dos melhores — senão o melhor — da franquia na minha opinião.
Hollow Knight: Silksong
Esse, acredito, entra na lista de 90% das pessoas. É incrível como uma equipe tão pequena criou um game tão genial quanto Hollow Knight: Silksong e seu antecessor. Não é um jogo para todos — muitos preferem relaxar, enquanto outros curtem exploração, imersão, desafios e beleza visual. Eu me encaixo totalmente nesse segundo grupo.Silksong tem tudo isso e muito mais. É genial em cada pedacinho do seu mapa superextenso, em cada movimento aprendido em batalhas que tiram a sua vida, em cada cenário que faz os olhos brilharem, tudo embalado por uma trilha sonora que parece nascer junto com o visual.
A cada descoberta, um desafio; a cada desafio, uma chance de aprender e testar a paciência. E a cada vitória, uma recompensa que vai além de itens ou upgrades: é aprendizado — não apenas como jogador, mas na forma de pensar, numa evolução constante dentro de tantas possibilidades.
Hyrule Warriors: Age of Imprisonment
Aqui muitos devem torcer o bico. Apesar de ser Zelda, é um musou — e tudo bem. O gênero é nichado, mas eu faço parte desse nicho. Jogava Dynasty Warriors quando era mais novo e sempre curti bastante. Apesar da repetição, que faz parte do gênero, o gameplay é prazeroso. E, sinceramente, não é um jogo que eu busco pelo desafio, e sim para desestressar — e isso ele faz muito bem.Some isso à minha franquia favorita como base e ainda com uma história canônica que eu queria muito conhecer desde Tears of the Kingdom, e pronto: um prato cheio. Imprisonment é muito bonito, tem bastante conteúdo, uma história muito boa, personagens e mecânicas novas, muito grind e habilidades para evoluir. Se tornou o meu musou favorito!
Metroid Prime 4: Beyond
Esse me surpreendeu. Joguei dois jogos de Metroid até hoje e não terminei nenhum — seja por serem emprestados, seja por falta de tempo. Tenho interesse em jogar Dread, mas ainda não o fiz. Recebi Beyond pelo Blast para jogar e analisar e, para mim, foi uma preciosidade inesperada.O jogo superou qualquer expectativa que eu tinha: direção de arte, gameplay, trilha sonora, desempenho e acessibilidade. Tudo impecável. É uma obra-prima e, com certeza, um dos games mais tecnicamente impressionantes de 2025 no Nintendo Switch.
Terminou me deixando com gosto de quero mais — então, Metroid Dread, que me aguarde!
Octopath Traveler 0
Para finalizar, não podia faltar uma franquia que conquistou meu coração desde o primeiro título, que conheci pela demonstração lançada em 13 de setembro de 2017. Naquele momento, me apaixonei pelo visual HD-2D e pelas mecânicas de JRPG clássico — tudo o que eu amo reunido em uma única franquia. Obrigado, Square Enix.Octopath Traveler 0 foi uma surpresa agradável; não esperava que um novo título fosse lançado tão cedo, mas ele veio. E trouxe uma grande mudança: antes jogávamos oito histórias de viajantes, agora somos o protagonista central da campanha, cabendo a nós recrutar novos companheiros — que podem chegar a mais de 30 personagens.
Atualmente estou com quase 60 horas de jogatina e ainda há muito conteúdo para descobrir. Sem contar a reconstrução da sua vila, que rende várias horas extras entre missões próprias e interações diversas.
O game, como já é padrão, é gigantesco — mas Octopath Traveler 0 conseguiu trazer ainda mais coisas. Provavelmente devo ultrapassar as 100 horas de gameplay. A trilha sonora é incrível e eu a ouço até enquanto trabalho, relaxante na medida certa. Se você é fã de JRPG, essa franquia é para você!
Esses foram os jogos que marcaram meu 2025: experiências intensas, mundos fascinantes e muitas horas de diversão, aprendizado e boas surpresas. Agora eu quero saber de você — quais foram os seus jogos preferidos deste ano? Compartilha comigo, quem sabe não descobrimos gostos parecidos e até trocamos recomendações para a próxima temporada gamer?
Revisão: Johnnie Brian








