Falar sobre os melhores jogos é sempre algo muito pessoal. Por isso, mantenha a mente aberta ao ler esta matéria: pode ser que alguns dos títulos citados aqui não sejam exatamente aqueles que você colocaria na sua própria lista. Ainda assim, são jogos que me proporcionaram experiências memoráveis, momentos de diversão genuína e, em muitos casos, ficaram marcados para sempre na minha trajetória como jogador.
Preciso confessar que montar esta seleção foi mais difícil do que imaginei. Diversos títulos acabaram ficando de fora, não por falta de qualidade, mas simplesmente porque o espaço era limitado. Por isso, decidi dividir este especial em duas partes, permitindo destacar mais jogos sem transformar a leitura em algo excessivamente longo.
Antes de tudo, vale reforçar que esta lista reflete exclusivamente a minha opinião e não deve ser encarada como uma verdade absoluta. Além disso, todos os jogos citados aqui foram experiências que vivi do início ao fim — ou nas quais investi dezenas e dezenas de horas —, tornando esta seleção ainda mais particular.
Também optei por escolher apenas um representante de cada franquia, buscando deixar a lista mais variada e interessante. Por isso, não veremos casos como Octopath Traveler e Octopath Traveler II aparecendo juntos, por exemplo. A única exceção fica para expansões e DLCs que complementam diretamente a experiência principal.
Super Mario Odyssey
Super Mario Odyssey se tornou, sem qualquer dúvida, o meu jogo favorito da franquia. Ele reúne praticamente tudo aquilo que eu mais gosto nos jogos do encanador: mundos variados, exploração constante, uma enorme quantidade de colecionáveis, personalização através das roupas e uma aventura que consegue ser mais envolvente do que muitas das histórias que a série apresentou ao longo dos anos.Mas o grande destaque está em sua jogabilidade. A mecânica de captura com o Cappy trouxe uma sensação de renovação que eu não sentia havia muito tempo em um jogo do Mario. Somado a isso, temos uma direção de arte impecável, criativa e cheia de personalidade. Não é exagero dizer que este é um dos poucos jogos aos quais atribuí uma nota dez sem qualquer hesitação.
Era impossível deixá-lo de fora de uma lista dos meus jogos favoritos de aventura. E, mesmo tentando colocar o fator nostalgia e o hype de lado, analisando-o apenas como jogo, Odyssey continua sendo uma experiência brilhante, divertida e extremamente refinada.
The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Tears of the Kingdom
Aqui vou quebrar a minha própria regra. Simplesmente não consigo separar esses dois jogos.Na minha cabeça, Breath of the Wild e Tears of the Kingdom funcionam quase como uma única grande aventura. É fácil falar sobre eles e, ao mesmo tempo, extremamente difícil. Afinal, estamos falando de dois títulos que redefiniram completamente os rumos da franquia Zelda.
A Nintendo abandonou diversas convenções tradicionais da série e entregou uma visão moderna de mundo aberto que conquistou milhões de jogadores. Talvez não tenham reinventado todos os conceitos do gênero, mas executaram suas ideias com um nível de excelência raramente visto.
Cada montanha distante desperta curiosidade. Cada ruína conta uma história silenciosa. Cada nova descoberta faz o jogador esquecer o objetivo principal e seguir um caminho totalmente diferente. É exatamente isso que torna esses jogos tão especiais: a capacidade de transformar exploração em algo natural e recompensador.
Quando penso em Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, palavras como genialidade, aventura e liberdade vêm imediatamente à mente. E sendo sincero, tentar falar deles de forma totalmente imparcial é quase impossível. Minha paixão pela franquia inevitavelmente fala mais alto. Mas acho que alguns jogos realmente merecem essa quantidade de elogios.
Poucas franquias carregam tanta nostalgia para mim quanto Resident Evil. Joguei os títulos originais ainda na casa do meu primo e, desde então, acompanhar cada novo lançamento se tornou quase uma tradição.
Claro, a série teve seus altos e baixos ao longo da trajetória. Nem todos os capítulos acertaram na mesma intensidade, mas poucas franquias conseguem permanecer relevantes por tantas décadas e Resident Evil Requiem é mais uma prova da força da marca.
Ele rapidamente se tornou um dos meus jogos favoritos da série. A aventura consegue equilibrar com muita competência dois elementos fundamentais da franquia: o survival horror e a ação. Como alguém que sempre preferiu o lado mais assustador da série, fiquei feliz em ver a tensão constante dividindo espaço com momentos de combate intensos.
A história também merece destaque. Além de trazer de volta aquele sentimento nostálgico ligado aos personagens clássicos, ela apresenta Grace Ashcroft, uma protagonista extremamente carismática e bem desenvolvida. A possibilidade de alternar entre perspectivas em primeira e terceira pessoa aumenta ainda mais a imersão e ajuda a tornar a experiência mais dinâmica.
No Switch 2, o desempenho também se mostrou bastante sólido, algo importante para um jogo tão focado em atmosfera e ritmo.
Claro, a série teve seus altos e baixos ao longo da trajetória. Nem todos os capítulos acertaram na mesma intensidade, mas poucas franquias conseguem permanecer relevantes por tantas décadas e Resident Evil Requiem é mais uma prova da força da marca.
Ele rapidamente se tornou um dos meus jogos favoritos da série. A aventura consegue equilibrar com muita competência dois elementos fundamentais da franquia: o survival horror e a ação. Como alguém que sempre preferiu o lado mais assustador da série, fiquei feliz em ver a tensão constante dividindo espaço com momentos de combate intensos.
A história também merece destaque. Além de trazer de volta aquele sentimento nostálgico ligado aos personagens clássicos, ela apresenta Grace Ashcroft, uma protagonista extremamente carismática e bem desenvolvida. A possibilidade de alternar entre perspectivas em primeira e terceira pessoa aumenta ainda mais a imersão e ajuda a tornar a experiência mais dinâmica.
No Switch 2, o desempenho também se mostrou bastante sólido, algo importante para um jogo tão focado em atmosfera e ritmo.
Metroid Prime 4: Beyond
Metroid sempre foi uma franquia presente no meu radar, mas nunca uma série que me motivou a parar tudo para jogar cada capítulo lançado.Quando Metroid Dread chegou ao mercado, fiquei bastante interessado, mas o investimento era alto e existia aquela dúvida clássica: “E se eu não gostar?” Minha experiência com a franquia até então se resumia a algumas horas em Super Metroid e Metroid Fusion, jogos que, apesar de admirar, nunca cheguei a finalizar.
Tudo mudou quando começaram a surgir os trailers de Metroid Prime 4: Beyond. Pela primeira vez, senti um interesse genuíno em mergulhar de cabeça naquele universo. E quando surgiu a oportunidade de jogar antecipadamente para escrever uma análise, aceitei imediatamente. O resultado foi uma das maiores surpresas positivas dos últimos anos.
Prime 4 entrega exatamente aquilo que espero de uma boa aventura: exploração constante, segredos espalhados pelos cenários, upgrades, personalização, muito backtracking e um mundo que recompensa a curiosidade do jogador. As legendas em português ajudaram bastante na imersão, enquanto a direção de arte apresentou ambientes belíssimos e cheios de personalidade.
A nova jornada de Samus também me conquistou. Ainda tenho a sensação de que estamos vendo apenas a ponta do iceberg dessa nova fase da personagem, mas o potencial apresentado já foi suficiente para me deixar empolgado pelo futuro da franquia.
Hogwarts Legacy
Hogwarts Legacy representa um sonho antigo para qualquer fã de Harry Potter: finalmente poder estudar em Hogwarts e viver uma aventura própria dentro daquele universo mágico.Foi um daqueles jogos que me prenderam por dezenas e dezenas de horas. Gostei tanto da experiência que fiquei determinado a buscar os 100% de conclusão. Ainda não alcancei esse objetivo, mas cheguei perto dos 90% antes de precisar liberar espaço no armazenamento do Switch 2.
Apesar da diversão, preciso admitir que tive uma pequena decepção. Os primeiros materiais de divulgação davam a entender que nossas escolhas teriam um peso maior na narrativa, permitindo seguir caminhos mais próximos ou mais distantes das artes das trevas. Infelizmente, essa profundidade moral acabou não se concretizando.
Ainda assim, o jogo oferece muito conteúdo. Há inúmeras atividades, colecionáveis, personalizações e missões secundárias espalhadas pelo mundo. Nem todas possuem a mesma qualidade, é verdade, mas algumas expandem de forma interessante a lore do universo de Harry Potter e ajudam a tornar a jornada ainda mais envolvente.
Se você é fã da franquia, é uma aventura difícil de ignorar.
Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection
Eu tento. Juro que tento. Mas a franquia principal de Monster Hunter ainda não conseguiu me conquistar completamente.Já a série Stories foi uma conexão imediata. A cada novo lançamento, a Capcom demonstra compreender melhor a identidade dessa linha paralela, e Twisted Reflection é a prova mais clara disso. Trata-se de um dos jogos mais divertidos que joguei em 2026.
Como toda boa aventura, o game oferece diversas regiões para explorar, um universo rico em detalhes e sistemas capazes de prender o jogador por horas e horas. Sempre existe algo novo para descobrir, melhorar ou evoluir.
A narrativa também merece destaque. Embora os jogos anteriores já apresentassem histórias interessantes, Stories 3 eleva o nível ao abordar temas mais maduros. O protagonista adulto ajuda a dar um tom diferente à jornada, enquanto elementos como perdas, conflitos políticos, guerra, crenças e diferenças culturais tornam o enredo mais emocional e impactante.
E claro, ainda temos os Monsties. Criar laços com criaturas icônicas da franquia, incluindo alguns Elder Dragons, continua sendo uma das partes mais divertidas da experiência. As batalhas por turnos ganharam ainda mais profundidade estratégica e variedade.
E não, apesar da comparação inevitável, Monster Hunter Stories não é apenas um “Pokémon com monstros gigantes”. A série possui identidade própria e segue um caminho muito interessante dentro do gênero.
Falando em Pokémon, seria impossível encerrar esta primeira parte sem citar Scarlet e Violet.
Sim, os jogos possuem problemas técnicos evidentes. Sim, existem bugs. Sim, a otimização deixa bastante a desejar. E mesmo assim, continuam sendo títulos aos quais retorno regularmente.
Na minha visão, Scarlet e Violet tinham potencial para se tornarem os melhores jogos da franquia. O conceito era fantástico: três campanhas distintas, um enorme mundo aberto, Pokémon vivendo livremente em seus habitats naturais e uma estrutura que finalmente abraçava a exploração de forma mais moderna. Mas a execução acabou ficando abaixo das expectativas.
Fica a sensação de que mais um ano de desenvolvimento poderia ter transformado esses jogos em algo realmente extraordinário. Um trabalho mais cuidadoso na otimização, nas texturas e no acabamento técnico talvez tivesse colocado a dupla entre os maiores títulos da história da franquia.
Ainda assim, quando deixo os problemas técnicos de lado e penso apenas na diversão que vivi explorando Paldea, treinando equipes e descobrindo novos Pokémon, fica difícil não reconhecer o quanto esses jogos conseguiram me divertir.
Imperdoável, Game Freak. Mas também inesquecível.
Sim, os jogos possuem problemas técnicos evidentes. Sim, existem bugs. Sim, a otimização deixa bastante a desejar. E mesmo assim, continuam sendo títulos aos quais retorno regularmente.
Na minha visão, Scarlet e Violet tinham potencial para se tornarem os melhores jogos da franquia. O conceito era fantástico: três campanhas distintas, um enorme mundo aberto, Pokémon vivendo livremente em seus habitats naturais e uma estrutura que finalmente abraçava a exploração de forma mais moderna. Mas a execução acabou ficando abaixo das expectativas.
Fica a sensação de que mais um ano de desenvolvimento poderia ter transformado esses jogos em algo realmente extraordinário. Um trabalho mais cuidadoso na otimização, nas texturas e no acabamento técnico talvez tivesse colocado a dupla entre os maiores títulos da história da franquia.
Ainda assim, quando deixo os problemas técnicos de lado e penso apenas na diversão que vivi explorando Paldea, treinando equipes e descobrindo novos Pokémon, fica difícil não reconhecer o quanto esses jogos conseguiram me divertir.
Imperdoável, Game Freak. Mas também inesquecível.
Nos vemos na parte 2
Chegamos ao fim da primeira parte desta lista e, olhando para todos esses jogos, percebo que existe algo em comum entre eles: cada um, à sua maneira, me fez querer continuar jogando só mais um pouco. Seja explorando Hyrule em Zelda, descobrindo segredos em Metroid, vivendo a fantasia de Hogwarts ou simplesmente capturando mais um Pokémon, todos conseguiram despertar aquele sentimento tão especial que apenas grandes aventuras proporcionam.E a verdade é que ainda existem muitos outros jogos que marcaram minha trajetória no Nintendo Switch e no Switch 2. Por isso, esta seleção está longe de acabar. Na próxima parte, vou trazer mais sete aventuras que conquistaram um espaço especial na minha biblioteca e nas minhas memórias como jogador. Afinal, quando o assunto é aventura, sempre existe mais um caminho para explorar.








