Um “Link” entre o passado e o futuro: confira tudo o que sabemos sobre o novo Zelda do 3DS inspirado em A Link to the Past

Se você é um entusiasta ou fã da série The Legend of Zelda, certamente se animou com a revelação de mais um título da saga de Link . Mais... (por Alex Sandro de Mattos em 21/04/2013, via Nintendo Blast)


Se você é um entusiasta ou fã da série The Legend of Zelda, certamente se animou com a revelação de mais um título da saga de Link. Mais do que isso, um novo título inspirado no clássico A Link to the Past, lançado originalmente para o Super Nintendo. E hoje, reunimos os detalhes da futura aventura de Link no 3DS para discutirmos pontos interessantes e pontuarmos algumas questões relevantes. Então, empunhe sua curiosidade e ansiedade e junte-se a nós!
Para explorarmos a fundo todos os detalhes do novo Zelda para o 3DS, não se esqueça de pegar a sua Lens of Truth para observar tudo!

Um “link” com o passado

Primeiramente, a revelação do novo título inspirado em A Link to the Past não é em sua totalidade tão surpreendente. Desde 2011, Eiji Aonuma, produtor da série, discutia com Shigeru Miyamoto uma espécie de releitura da aventura de Link lançada para o Super Nintendo. Aonuma chegou a declarar que Miyamoto desejava trazer de volta o estilo 2D de Zelda, principalmente de A Link to the Past, mas recriado em visuais 3D para passar a noção de profundidade. Aonuma disse na época que havia chances de vermos algo assim no futuro.

Além disso, os fãs da série se dividiram entre um novo Zelda para o 3DS ou um remake do inesquecível Majora’s Mask (N64). O desejo de ver Majora’s Mask retrabalhado já levou fãs a criarem um 3DS roxo inspirado no título e lojas realizando pré-venda, por exemplo. E essa era uma dúvida que até Miyamoto tinha. Ano passado, em uma entrevista, Shija revelou que a equipe estava em dúvida se produziria o tal remake de Majora’s Mask ou um título baseado em A Link to the Past. Descobrimos a resposta esta semana.

Miyamoto queria ver A Link to the Past em 3D.
Não era um desejo, tratava-se de uma ordem mesmo...

My body is ready!

"Hmm... acho que vou precisar do
Book of Modura pra ler esse texto"
Ao final da apresentação do Nintendo Direct apresentado na última quarta-feira, Reggie Fils-Aime, o chutador de bundas e presidente da Nintendo of America, apareceu e declarou que A Link to the Past é um de seus jogos favoritos. Era o pontapé no traseiro inicial para a revelação: um novo título da série Zelda que se passará no mesmo mapa e mundo de A Link to the Past!

Até o momento não há uma confirmação oficial de que o título será realmente uma sequência direta ou se passará antes dos acontecimentos de A Link to the Past. Porém, no Nintendo Direct japonês, o novo jogo foi intitulado como The Legend of Zelda: Kamigami no Triforce 2 (algo como The Legend of Zelda: Triforce of the Gods 2), o mesmo título do jogo lançado para o Super Nintendo, apenas com o número 2 adicionado ao nome. Logo, isso levou a imprensa a tratá-lo como A Link to the Past 2, mesmo que a Nintendo ainda não tenha divulgado o nome oficial do jogo para o ocidente.

O título do logo japonês é A Link to the Past 2, mas a Nintendo of America
ainda não adotou um nome oficial para a nova aventura de Link
Se adotarmos a tendência de ser mesmo uma sequência direta (e que aparenta ser) de A Link to the Past, o novo jogo para o 3DS poderá trazer um novo vilão, já que Ganon foi derrotado no título do Super Nintendo, ou, possivelmente, um novo retorno do antagonista após a vitória do herói de roupa verde. Até o momento, Aonuma disse através do Miiverse que se trata de uma nova história com puzzles inéditos nas dungeons do título.

Um ponto relevante a ser discutido aqui é que sequências de títulos na série Zelda são normais. Majora’s Mask é uma sequência direta de Ocarina of Time, assim como Phantom Hourglass se passa após os acontecimentos de Wind Waker. Porém, o que não é normal é vermos um título se passando no mesmo mundo de um jogo já existente. Sabemos que a maioria dos jogos da série Zelda sempre retratam um reino em perigo, uma princesa em apuros e um herói de roupa verde com uma espada e escudo para salvar o mundo, todos sempre se encaixando em um mesmo universo, mas se passando em eras distintas e dentro de uma cronologia. Mas um jogo dentro do mesmo mundo de um título já existente não é algo que estamos acostumados a ver.

Não é Majora's Mask, mas quem disse que estamos reclamando?

Detalhes lendários

Para observarmos alguns detalhes, vamos nos basear no trailer divulgado no Nintendo Direct (que é basicamente o mesmo vídeo disponível para download gratuito no eShop do 3DS):


  • A mesma Hyrule 20 anos depois
A primeira coisa a notarmos foi, obviamente, o visual do jogo. É evidente que o título ainda mantém toda a essência de A Link to the Past: cenários, inimigos e, praticamente, a mesma disposição de objetos em Hyrule. Como o site Zelda Informer divulgou e você confere na imagem abaixo, o ambiente do jogo é quase o mesmo do título do Super Nintendo, com algumas poucas alterações.

Estamos chateados porque tiraram a placa no novo jogo...
Campanha "Volta plaquinha, já!"
  • Um novo velho Link
Ainda focando no visual, não podemos deixar de notar que a aparência de Link está mais próxima do herói dos primeiros jogos da série. A Nintendo sempre altera o visual do herói a cada jogo, buscando criar uma identidade para Link.

A moda em Hyrule nunca muda:
herói loiro e com roupa verde em todas as Eras
No novo título para o 3DS, percebemos a clara referência ao Link das artes promocionais do A Link to the Past original, principalmente pelas suas vestimentas, o escudo azul sem referência ao Hylian Shield (aparentando ser o Fighter’s Shield) e o cabelo de coloração mais escura e maior, caindo sobre as orelhas (ou você vai dizer que queria que o cabelo dele fosse rosa, assim como era no jogo do Super Nintendo?).

Pronto, já temos uma diferença para o título do Super Nintendo:
Link não terá cabelo cor de rosa no 3DS!
  • Para cima e saltando aos olhos
Se é um título para o 3DS, claramente a Nintendo se focará na capacidade 3D estereoscópica do portátil. Se você viu o trailer no próprio 3DS, notou que nos momentos em que Link é arremessado para o alto, temos a impressão de que o herói “sai da tela”, assim como quando os Stalfos (inimigos caveira) arremessam um osso e Link defende com o escudo. Aonuma queria que os jogadores notassem a profundidade nos cenários e isso é perceptível quando Link é arremessado pelos blocos com faces e notamos que o andar inferior parece estar mais distante
.
Você vai ver as costelas dos Stalfos saindo da tela!
Como o jogo é praticamente um 2.5D, quando Link utiliza o novo poder para andar dentro das paredes, como se fosse uma pintura, a visão fica tridimensional. E se você for atento, deve notar que a dungeon do vídeo tem 13 andares, aparentando ser uma torre. Hmm... uma torre... Para avaliarmos os próximos detalhes, precisaremos ver o vídeo de gameplay que alguns jornalistas tiveram acesso e que você confere abaixo:


  • A torre em uma nova era
Sim, a dungeon do vídeo é a Tower of Hera, a torre localizada no topo da Death Mountain em A Link to the Past (SNES). Isso fica evidente pelos aspectos do calabouço, como os andares em que é possível cair para o anterior, os botões que ativam e desativam blocos azuis e vermelhos, a presença de inimigos como Stalfos, Hardhat Beetle, os pisos voadores, além do clássico Bumper, o item mola circular do cenário que, ao encostar, empurra os personagens.



E se você ainda tem dúvidas sobre ser a Tower of Hera, saiba que a música-tema da dungeon é a mesma e também o chefe, que é a centopeia Moldorm. Está mais convencido agora do que a Pedra do N-Blast Responde?

Até o buraco do cenário contra Moldorm foi mantido. Se você ainda não está
convencido, seremos obrigados a jogá-lo no Bottom of the Well
  • Paper... Zelda!?
Já vimos Link ficar minúsculo em Minish Cap, se transformar em Deku, Goron e Zora em Majora’s Mask, e até ser um lobo em Twilight Princess. Mas se transformar em uma pintura de parede!? Pois é, esta é a nova e estranha magia do herói de roupa verde, que possibilita uma jogabilidade próxima dos jogos Paper Mario, e aparenta ser bastante útil. Certamente, ver Link como uma pintura na parede nos remete aos desenhos egípcios, conhecidos como Lei da Frontalidade, no qual a arte realizada pelos povos daquela época buscava retratar uma figura humana com características específicas.

The Legend of Cleopatra: A Link to the Egypt
Link pode usar a habilidade quando estiver próximo de paredes. Assim, um ícone aparecerá no canto inferior direito da tela escrito “merge” (algo como fundir), permitindo a ele se transformar em uma pintura e andar pelas paredes. Nessa forma, Link anda apenas na horizontal, podendo atravessar uma janela com grade, atingir uma plataforma distante andando pela parede e até se fundir com blocos móveis para ser levado para outros andares da dungeon. Apesar de parecer divertido, essa nova magia apresenta um pequeno porém: ela é temporária. Um marcador verde no canto inferior esquerdo da tela indica o limite de tempo de uso e é recarregada assim que Link volta a sua forma normal.
  • Que barra!
E por falar na barra, algo que pode ser notado no vídeo é que, além de ela ser utilizada nesse novo poder do herói, ela diminui cada vez que Link utiliza um item do inventário. Quando o herói usa o Hammer (martelo) e o arco e flecha, a barra se diminui e volta a ser preenchida automaticamente. Possivelmente, a Nintendo decidiu manter a barra de stamina vista em Skyward Sword mesclada com o clássico Magic Meter (medidor de magia), visto pela última vez em Wind Waker.

Pô, Link, uma marretada e já cansou tudo isso?
Tá ficando velho, hein?
  • Hora de apertar botões!
Depois de vermos Phantom Hourglass e Spirit Tracks utilizarem a tela inferior como fator principal da jogabilidade, o 3DS, por ser parecido com o seu antecessor, utilizaria dos mesmos recursos, certo? Mas no novo título do 3DS não é bem assim. A jogabilidade volta ao tradicional, mais próxima do que vimos em Ocarina of Time 3D, com a ação acontecendo na tela superior e a inferior mostrando o inventário, quantidade de rupees e o mapa.

Link é controlado com o Circle Pad, enquanto os botões X e Y são usados para equipar itens. A espada fica no botão B; ao segurá-lo por alguns segundos, Link realiza um Spin Attack e, se estiver com todos os corações, o herói dispara feixes de luz para atingir os adversários distantes (conhecido como Sword Beam).

Não adianta apontar a espada pro céu, tem que estar com
todos os corações cheios para usar o Sword Beam
O único detalhe ainda desconhecido é o pequeno ícone na tela inferior chamado “Collect”. Nossas apostas é que o título trará Trade Itens, assim como Phantom Hourglass e Spirit Tracks ou que talvez seja um menu que mostre os Pieces of Hearts e outros colecionáveis do jogo. Além disso, há um pequeno espaço à esquerda deste do Collect, indicando que veremos mais algum outro menu na tela inferior.

Um menu Collect e um vazio à esquerda... Hmmm...

A nova lenda só está começando

Após vermos todos esses detalhes e sabermos que o título ainda está em desenvolvimento, estamos ansiosos aguardando mais novidades do novo Zelda para o 3DS. A Nintendo revelou que o título será lançado no fim deste ano na América e Europa (sim, acredite, o título foi datado para 2014 no Japão) e, claro, assim que tivermos mais detalhes noticiaremos aqui no Blast.

Com Wind Waker HD anunciado para Wii U, The Legend of Zelda: Oracle of Ages e Oracle of Seasons chegando no Virtual Console do 3DS e um novo Zelda se passando no mundo de A Link to the Past no portátil 3D, os fãs da saga de Link só tem o que comemorar (e segurar a ansiedade).

O fim do ano parece tão distante quando temos que
aguardar por um novo Zelda...
Agora queremos saber a sua opinião: o que você achou do novo Zelda para o 3DS? Gostou da volta à jogabilidade 2D com o visual renovado? Quais são as suas expectativas para o título?
Revisão: Gabriel Toschi
Capa: Stefano Genachi

Desde que aprendeu a jogar videogames com Yoshi's Island e Donkey Kong Country 2, sempre é visto com um controle ou portátil da Nintendo na mão. Descobriu o amor por The Legend of Zelda com Ocarina of Time e sempre está querendo mais Zeldas. Gosta de escrever notícias, análises e bobagens aqui enquanto não está sonhando com um novo Silent Hill.


  1. Só gostaria que mantivessem o título original (A Triforce dos Deuses) quando passassem para as américas. Infelizmente, sei que isso não vai acontecer.

    O estranho mesmo é lançarem primeiro nas américas e só depois no Japão...

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