Meus jogos favoritos de 2023 — Beto Ferreira

Os redatores do Nintendo Blast comentam os títulos que mais curtiram entre os lançamentos deste ano.

Ritos de passagem são importantes para a sociedade. Entender que um ciclo se encerrou e poder iniciar o próximo com mais liberdade é fundamental até para a nossa saúde mental.


Tal sensação de encerramento exige olhar para trás e analisar o que se passou. E que ano foi esse! Para todas as plataformas, é claro, e especialmente para a Nintendo com sua trinca vencedora do The Game Awards. Não pude jogar tudo o que gostaria, mas dentre o que joguei, estes são os meus destaques de 2023.

Double Dragon Gaiden: Rise of the Dragons

Apelando para a nostalgia, abro a lista com o retorno de um beat’em up clássico. Billy e Jimmy Lee não precisam mais salvar Marian, que deixa de ser uma donzela em perigo e se junta aos heróis na pancadaria de rua.


O reboot revitaliza a franquia e acrescenta camadas de estratégia tanto na seleção de personagens, quanto na ordem que as fases são jogadas. Não fez barulho como Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge no ano passado, mas certamente merece uma chance.

EA Sports FC 24

Nos últimos anos a série Fifa definhava nos consoles da Nintendo, recebendo versões com menos conteúdo, visuais questionáveis e assumidamente reciclando edições anteriores. O fim do contrato entre a Electronic Arts e a entidade futebolística foi o estopim para uma mudança extremamente positiva materializada neste título.


O Switch finalmente recebeu um game completo, com uma infinidade de opções e otimização pensada para o console. O resultado não poderia ser mais positivo e a saudade da antiga série Fifa Soccer é zero, tendo merecido seu rebaixamento.

Helvetii

Um dos prazeres que os games me proporcionam é entrar em contato com culturas diferentes. Helvetii apresenta uma mitologia da Suíça que eu nem sabia que existia, com seres macabros e um contexto histórico riquíssimo.


A arte feita à mão rende visuais de cair o queixo e as criaturas possuem um design que transmite bem o tom ameaçador pretendido. A localização em português é um bônus importante, que permite o mergulho na história que o jogo apresenta.

Horizon Chase 2

Depois do sucesso do primeiro título, o estúdio gaúcho Aquiris tinha a difícil missão de manter o nível na continuação. Depois de experimentar a velocidade das corridas e o controle preciso dos veículos, é bom poder dizer que a missão foi cumprida.


Só não é perfeito pois as telas de carregamento são bem demoradas. Pondo isso de lado, todas as novidades são bem executadas, inclusive o multiplayer crossplay.

Sonic Superstars

O ano de 2023 ainda guardou a surpresa de trazer o retorno das maiores mascotes dos games ao gênero plataforma que as consagrou. Como é bom poder ver o Sonic de volta ao estilo em que ele brilha de verdade!


É verdade que o visual particularmente me passa uma sensação de título mobile e o alardeado modo cooperativo não funciona a contento. Ainda assim, é um excelente jogo do ouriço como há décadas a Sonic Team não conseguia fazer.

Super Mario Bros. Wonder

Lançado na mesma semana do Sonic, o novo jogo do Mario é exatamente o que seu título indica: uma maravilha. A mecânica das Flores Fenomenais é incrível, surpreendente e inventiva durante toda a campanha.


Além disso, o jogo está lindo. A animação dos personagens recebeu uma atenção maior e o carinho com a produção pode ser percebido nos mínimos detalhes. Jogaço.

Pikmin 4

Cresci com Mario e Sonic desde suas origens, portanto a memória afetiva é forte e indissociável do meu gosto e das minhas opiniões. Por isso, é significativo que um título tenha conseguido passar à frente desses medalhões e conquistado o posto de melhor jogo do ano para mim.


O quarto game das criaturinhas coloridas é bem-humorado, bem localizado, bem bonito e desafiador na medida certa. Só não é perfeito porque o modo cooperativo regrediu em relação ao título anterior.

Menções

Antes de encerrar, gostaria de fazer aqui algumas menções, que tinham potencial para ser um grande destaque do ano, mas que falharam em algum ponto, alcançando resultados mistos. Primeiro temos uma menção honrosa com Disney Illusion Island, exclusivo do Switch que trouxe Mickey e sua turma de volta ao gênero plataforma, mas busca estender artificialmente — e desnecessariamente — a duração do jogo através de viagens demoradas pelo mapa.

Em segundo lugar trago uma decepção com Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge – Dimension Shellshock, DLC que acrescenta um modo de desafio de sobrevivência a um jogo que já era perfeito como foi concebido. O conteúdo difere do jogo base em intenção e execução, não podendo ser chamado de “adicional”.

Considerações Finais

Meu cardápio foi variado em estilos, com esporte, plataforma, estratégia, corrida, roguelite e beat’em up. O Switch proporciona esse contato com excelentes jogos de diversos gêneros, fazendo dele um dos melhores consoles que já tive — e olha que estou nessa vida gamer desde o Atari.


Para 2024, aguardo o último canto do cisne com mais algumas pérolas antes do iminente anúncio do sucessor do console híbrido. De preferência um novo Donkey Kong, quem sabe combinando o marketing do jogo com a inauguração da área temática do gorilão no parque Super Nintendo World.

E você? Ainda aguarda algum grande título para o Switch em 2024? Deixe para a gente nos comentários!
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Revisão: Vitor Tibério

Nascido no mesmo dia que Manoel Bandeira (mas com alguns anos de distância), perdido em Angra dos Reis (dos pobres e dos bobos da corte também), sob a influência da MPB, do rock e de coisas esquisitas como a Björk. Professor de história, acostumado a estar à margem de tudo e de todos por ser fora de moda. Gamer velho de guerra, comecei no Atari e até hoje não largo os mascotes - antes rivais - Mario e Sonic.
Este texto não representa a opinião do Nintendo Blast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original.


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