Top 10

Jogos de Wii e Wii U que deveriam ser relançados no Switch

Com a chegada de New Super Mario Bros. U Deluxe no Switch, decidimos fazer uma lista de jogos que merecem a chance de brilhar novamente no console híbrido da Big N.

Desde o lançamento do Switch, a Nintendo já relançou alguns jogos de Wii U no seu novo console, como Mario Kart 8, Bayonetta 1 & 2, Donkey Kong Country: Tropical Freeze e, mais recentemente, New Super Mario Bros. U. Apesar de normalmente serem ports que não têm muitas novidades, a simples oportunidade de poder jogar (novamente ou pela primeira vez) esses grandes jogos no console híbrido da Nintendo é valiosa.


No entanto, a empresa não tem dado uma nova chance apenas para os títulos do Wii U. Games como Luigi’s Mansion (GC) e Mario & Luigi: Bowser Inside Story (DS) foram relançados recentemente no 3DS, e Kirby’s Epic Yarn (Wii) também chegará ao portátil em março.

Pensando nisso, decidimos dar uma revisitada nos títulos tanto do Wii quanto do Wii U e montar uma modesta lista com alguns jogaços cujos relançamentos seriam mais do que bem-vindos. A ordem é aleatória e alguns títulos foram agrupados por conveniência. Na maior parte dos casos estão reunidos jogos que fazem parte da mesma série, mas em um ponto específico dois títulos formam uma única entrada da lista pelo contexto similar de seu lançamento ocidental.

Metroid Prime Trilogy (Wii)

Agora que a Nintendo reiniciou o desenvolvimento de Metroid Prime 4, deixando o projeto nas mãos da Retro Studios, responsável pelos títulos anteriores, nada mais justo do que relançar essa trilogia no Switch para os fãs que esperam ansiosamente pelo jogo.

Metroid Prime marca a primeira aventura 3D de Samus Aran, com visão em primeira pessoa e muita exploração. A história dos três títulos se passa entre os eventos de Metroid (NES, com remake no GBA) e Metroid II: The Return of Samus (GB, com remake no 3DS) e a jogabilidade primorosa rendeu aos jogos excelentes críticas e um lugar especial no coração dos fãs.

Além de reunir os jogos em um só pacote, a trilogia também adaptou os controles dos dois primeiros jogos, inicialmente lançados no GameCube, para o Wiimote. Com isso, passou a ser possível um controle mais fino dos movimentos da personagem, especialmente nos momentos de batalha.

Pikmin 1, 2 e 3 (Wii U)

Assim como o novo Metroid, Pikmin 4 é uma figura marcada para aparecer em algum momento, provavelmente no Switch (a plataforma ainda não foi anunciada, assim como pouco se sabe sobre o jogo além de que está em desenvolvimento). Considerando que a Nintendo relançou os dois primeiros jogos (originalmente de GameCube) no Wii e no eShop do Wii U, seria interessante que o novo console da Nintendo também recebesse os títulos anteriores da série para as pessoas que aguardam pelo 4. Criados a partir das ideias de Shigeru Miyamoto, os títulos são muito divertidos e seriam muito bem vindos no Switch.

Para quem não conhece, a série Pikmin é constituída de títulos de estratégia em tempo real em que é necessário coordenar expedições por um planeta distante em busca de recursos diversos (comidas, peças para restaurar espaçonaves quebradas, etc). Para ajudá-lo nessa exploração, o jogador controla Pikmin, criaturas exóticas que podem ser classificados em diversos tipos, cada um com poderes variados.

Xenoblade Chronicles X (Wii U)


Desde o lançamento do primeiro Xenoblade no Wii, a série de RPGs da Monolith Soft (Baten Kaitos, Project X Zone) tem obtido excelente repercussão tanto na crítica especializada quanto entre os fãs do gênero. Enquanto o primeiro jogo foi relançado no 3DS (e é um dos únicos títulos exclusivos de New 3DS, diga-se de passagem), Xenoblade Chronicles X é um dos títulos exclusivos do Wii U. Com muitas quests para fazer, detalhada customização e a possibilidade de controlar robôs gigantes, X é um título ousado com uma escala muito maior do que o primeiro jogo (que já era grandioso).

Tetsuya Takahashi, diretor executivo da Monolith Soft e idealizador da série, já afirmou que tem interesse em relançar o jogo no Switch, mas seria bastante custoso fazer o port. Mas, considerando as fortes vendas de Xenoblade Chronicles 2 no Switch, a chance do projeto sair do papel está longe de ser zero.

The Legend of Zelda: Twilight Princess HD (Wii U)


Zelda é um clássico esperado em todos os consoles da Nintendo. O Switch já recebeu o aclamado Breath of the Wild em seu lançamento, mas a chance de revisitar outros jogos da série é sempre bem vinda. No Wii e no Wii U temos disponíveis Twilight Princess (lançado no GameCube e no Wii, com versão HD no Wii U), Wind Waker HD e Skyward Sword. Entre os três, houve a opção pelo primeiro título apenas por uma razão simples: probabilidade.

Uma versão do jogo está sendo desenvolvida para os NVidia Shield chineses numa parceria entre a empresa de tecnologia e a iQue, responsável pelos produtos Nintendo na China. Ela é baseada no lançamento original do título utilizando um emulador bastante fiel do GameCube, mas estão sendo feitos uma série de ajustes visuais com algoritmos de aprendizado profundo de máquinas criando uma outra versão HD do jogo.

Logo, um lançamento de Twilight Princess para o Switch, que utiliza a mesma arquitetura do Shield, tem um bom potencial de se concretizar. Seja como um port da versão de Wii U ou como um possível desenrolar desse projeto chinês.

Sin & Punishment: Star Successor (Wii)


Desenvolvido pela Treasure (Gunstar Heroes, Ikaruga), Star Successor é a sequência do rail shooter Sin and Punishment de Nintendo 64. Em meio a uma disputa entre as forças de duas dimensões paralelas (Inner Space e Outer Space), o jovem Isa Jo e a amnesíaca Kachi, inicialmente de lados opostos do conflito, lutam para escapar dos ataques dos Creators, que se revoltam com a decisão de Isa de proteger a garota.

É possível escolher entre os dois personagens para jogar, com algumas variações nas habilidades de cada um. Além de contar com muito mais fases do que o primeiro jogo, as batalhas são muito expressivas, especialmente nos momentos em que aparecem os bosses.

No entanto, a adaptação dos controles de movimento pode ser um aspecto de dificuldade para o port. O jogo utiliza muito bem a combinação WiiMote + Nunchuck, que se mostrou ideal para o título oferecendo uma movimentação muito fluida e natural.

Pandora’s Tower (Wii) e The Last Story (Wii)

No fim da vida do Wii, houve uma grande movimentação entre fãs que reinvidicavam através da Operação Rainfall o lançamento ocidental de três títulos em particular. Um deles era o já mencionado Xenoblade Chronicles, que apesar da cautela inicial da Nintendo, ironicamente se tornou um grande sucesso para a empresa. Os outros dois, Pandora’s Tower e The Last Story, também eram títulos de altíssima qualidade, mesmo que tenham tido menos repercussão ao longo do tempo.

Desenvolvido pela Ganbarion (Jump Ultimate Stars, One Piece: Unlimited Adventure), Pandora’s Tower é um RPG de ação com elementos de plataforma e uma história sombria. Na pele de Aeron, que utiliza uma corrente como arma principal, é necessário que o jogador enfrente os desafios das Treze Torres e ofereça à jovem Elena a carne de seus inimigos para impedir o avanço da maldição que a está transformando em um monstro. Além disso, o fortalecimento da relação entre os dois é fundamental para definir qual final o jogador terá.

The Last Story foi desenvolvido pela Mistwalker, a empresa do renomado Hironobu Sakaguchi. Com um sistema de batalha estratégico em tempo real e modos de multiplayer online, o título é um dos melhores RPGs do console. Na pele de Zael e seu grupo de mercenários, o jogador precisa fazer várias missões e eventualmente acaba envolvido com o desenrolar de uma conspiração imperial.

Fatal Frame IV: Mask of the Lunar Eclipse (Wii)


Iniciada no PlayStation 2, a série de jogos de terror Fatal Frame passou a ser publicada pela Nintendo com o lançamento japonês de Fatal Frame IV: Mask of the Lunar Eclipse no Wii. Com um foco no terror psicológico, o jogador é colocado na pele de protagonistas frágeis munidas apenas de câmeras e lanternas para explorar os seus ambientes escuros e horripilantes.

Além dele foram lançados também um remake de Fatal Frame II: Crimson Butterfly no Wii e Fatal Frame: Maiden of the Black Water no Wii U, que também seriam escolhas interessantes. A preferência pelo quarto jogo da série se dá porque o segundo já foi lançado no Ocidente (tanto no PS2 quanto no Wii em sua versão europeia, Project Zero 2: Wii Edition) e um port do quinto jogo provavelmente demandaria um esforço maior. Maiden of the Black Water tem como base de seu gameplay a utilização do GamePad, simulando a tradicional Camera Obscura, enquanto a exploração dos ambientes é mostrada na TV.

Kirby and the Rainbow Curse (Wii U)

Kirby é uma série que adora experimentar com seu gameplay e traz de vez em quando novas abordagens completamente diferentes do seu jogo tradicional, como no caso de Canvas Curse (DS) e Mass Attack (DS). Rainbow Curse reaproveita o conceito de Canvas Curse de desenhar caminhos para que Kirby possa avançar pelas fases em uma nova roupagem, criando um mundo de massinha e apresentando uma jogabilidade um pouco mais intuitiva.

Além de ser um excelente jogo, o relançamento dele seria uma escolha sábia da Big N já que ele é, de certa forma, o extremo oposto de Fatal Frame: Maiden of the Black Maiden. Seu uso do GamePad em paralelo à TV acaba desviando a atenção e fazendo com que o jogador se foque apenas no que está desenhando. No Switch seria possível aproveitar melhor o potencial do jogo e oferecer uma experiência mais coesa.

Tokyo Mirage Sessions #FE (Wii U)

Quando foi anunciado, o crossover de Shin Megami Tensei com Fire Emblem teve um trailer bem sóbrio divulgado que construiu expectativas nos fãs das franquias que dificilmente seriam satisfeitas pelo produto final. Durante o desenvolvimento, optou-se por unir os dois universos em um RPG peculiar que se passa nos dias atuais e tem como temática a indústria do entretenimento (em particular, a de idols).

Apesar da discrepância de tom com sua divulgação inicial, Tokyo Mirage Sessions é uma experiência bastante interessante e um dos melhores RPGs disponíveis no Wii U. A história começa com a realização de um sonho da jovem Tsubasa Oribe: ela participa de sua primeira audição para se tornar uma idol.

No entanto, o local é atacado por forças sobrenaturais e a garota, junto com seu amigo de infância, se esforçam para sobreviver. Graças a isso, eles acabam liberando os Mirages (personagens de Fire Emblem) de um controle mental e se tornam Mirage Masters. Depois disso, eles passam a trabalhar para a agência de talentos Fortuna Entertainment e, junto com seus novos companheiros, terão que salvar o Japão da ameaça sobrenatural.

Para fãs de Fire Emblem que gostariam de uma obra mais tradicional da série, talvez um relançamento de Radiant Dawn (Wii) seja mais interessante. No entanto, o título se trata de uma sequência direta de Path of Radiance (GC) e seria importante que os dois estivessem disponíveis juntos no console híbrido ao invés do relançamento de apenas um deles.

Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 (Wii)


Não tinha como olhar pros jogos de Wii e não considerar relançamentos desses dois clássicos, tinha? Os dois títulos estão entre os melhores jogos de todos os tempos com um gameplay para ninguém botar defeito, tendo obtido ótimas notas da crítica especializado e divertido profundamente uma grande quantidade de jogadores.

Enquanto Super Mario Galaxy trouxe uma nova perspectiva para a série com a forma como o jogo lida com a gravidade e um primoroso trabalho de ambientação e level design, Galaxy 2 se esforça em oferecer em aprimorar a experiência do jogo anterior implementando novas habilidades e fases divertidíssimas. Chega até a ser difícil escolher um dos dois considerando que ambos são de altíssima qualidade. Relançamentos dos dois títulos seriam certamente uma adição fenomenal para a biblioteca do Switch.

Muitas outras possibilidades


Além dos jogos listados, vários outros poderiam ser mencionados, como Paper Mario: Color Splash (Wii U), The Wonderful 101 (Wii U), Punch-Out!! (Wii), ou Kirby's Return to Dream Land (Wii). Pessoalmente, também adoraria que títulos como Trauma Team (Wii), Fragile: Farewell Ruins of the Moon (Wii) ou No More Heroes 2: Desperate Struggle (Wii) fossem relançados, mas eles não são da jurisdição da Big N, sendo publicados por outras empresas, o que dificulta um pouco mais as coisas.

E você, caro leitor? Quais jogos você gostaria que fossem relançados no console híbrido da Nintendo?

Revisão: Vinícius Rutes

é formado em Comunicação Social pela UFMG e costumava trabalhar numa equipe de desenvolvimento de jogos. Obcecado por jogos japoneses, é raro que ele não tenha em mãos um videogame portátil, sua principal paixão desde a infância.

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